Conhecendo a casa de Pele

Segundo a lenda, a cratera do Kialuea, Halemaumau, é a casa da deusa do fogo, Pele, que se “expressa” nas erupções

iG Minas Gerais | Christiana Lee |

Com conforto. Hóspedes do hotel Volcano House admiram a cratera Halemaumau de uma sacada dentro do próprio estabelecimento
Christiana Lee/Divulgação
Com conforto. Hóspedes do hotel Volcano House admiram a cratera Halemaumau de uma sacada dentro do próprio estabelecimento

A ilha Havaí, a maior do arquipélago e por isso chamada de Big Island, tem sua história cheia de lendas. Em uma delas, a ilha é a casa de Pele, deusa do fogo e dos vulcões. Ela foi expulsa de sua terra, uma ilha flutuante, pela irmã Namaka, deusa do mar, que temia sua força. Na fuga, passou por todas as ilhas havaianas até se estabelecer na cratera Halemaumau, no vulcão Kilauea. Toda vez que o vulcão entra em erupção, os nativos dizem que é Pele se expressando.

O Kilauea, junto com o Mauna Loa, também ativo, faz parte do Volcanoes National Park, localizado perto de Hilo, à leste da ilha. É o terceiro maior parque dos Estados Unidos, depois de Yellowstone e Yosemite. Centro de referência nos estudos de vulcões, o parque tem trilhas de diversos graus de dificuldade sendo a Devastation Trail a mais conhecida. Essa trilha asfaltada passa por uma planície coberta por lava da erupção de uma das crateras do Kilauea, a Iki, de 1959, e está se transformando em floresta tropical. A trilha desce pela mata cheia de pássaros e flores, até chegar à cratera onde se vê a lava incandescente. É preciso um tour guiado e depende da atividade do vulcão.

Dá para passar vários dias explorando a região, mas para quem tem pouco tempo, o melhor é seguir a Crater Rim Drive, estrada que circula a o Kilauea, e ver os campos de lava e gêiseres até chegar a Thurston Lava Tube, ou Nahuku, um canal subterrâneo de forma tubular de 500 anos, criado pelo rio de lava que forma a câmara oca e maciça quando a erupção cessa.

Arquivo

O Thomas A. Jaggar Museum fica perto dali e leva o nome do vulcanólogo que, em 1912, fundou o primeiro observatório de vulcões, a fim de prever erupções e evitar desastres, e que hoje faz parte do parque. A exposição permanente mostra a formação dos vulcões e sismógrafos de diferentes épocas, que ainda funcionam.

Do lado de fora está a cratera do Kialuea, Halemaumau, a casa de Pele, a melhor vista do passeio. A fumaça da lava se mistura às nuvens no horizonte, o que dá uma ideia da magnitude do vulcão. Halemaumau fica no centro de outra cratera que, por sua vez, está dentro de outra ainda maior. À noite, observa-se a fumaça vermelha, iluminada pela lava do vulcão de dentro do restaurante do romântico Volcano House. O único hotel dentro do parque, a poucos quilômetros do museu, oferece vista privilegiada para a cratera.

Big Island tem várias cachoeiras. No parque de Akaka Falls, na costa de Hamakua, estão as quedas de Kahuna, Akaka, Lehua e Maile. Akaka é a maior delas, com uma queda d'água de quase 135 metros. A curta caminhada no parque passa por uma floresta de orquídeas, samambaias e bambus.

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