Mistura de estilos

“Alto Astral” aposta em combinação entre romance e humor para levantar faixa das 19h da emissora carioca

iG Minas Gerais | luana borges |

Par romântico. Nathalia Dill e Sérgio Guizé formam o casal cheio de problemas do folhetim
Globo
Par romântico. Nathalia Dill e Sérgio Guizé formam o casal cheio de problemas do folhetim

Simples, romântica e com pitadas de humor na medida certa. “Alto Astral” é uma novela despretensiosa. E, justamente por isso, funciona. O folhetim de estreia de Daniel Ortiz como autor titular chegou de mansinho, apostando em personagens do além para ajudar a contar a história. Mas não demorou para que ficasse claro que a proposta não é levantar bandeiras sobre qualquer religião, e sim usar fantasminhas camaradas, em sua maioria das vezes, como um recurso cômico. Há pouco mais de um mês no ar, “Alto Astral” não apresenta grandes inovações dramatúrgicas: é correta, quase como se seguisse à risca uma receita de bolo.

Desse jeito, as chances de atrair um telespectador acostumado aos clichês folhetinescos é maior. Em contrapartida, conquistar o público jovem, acostumado com as mais diversas ofertas de entretenimento, pode ser uma dificuldade a mais. Ainda assim, a novela chega a registrar média de 26 pontos de audiência, maior índice alcançado pela faixa das 19h desde a exibição do último capítulo de “Além do Horizonte”, em maio.

A recuperação do horário pode se justificar pelo equilíbrio entre todos os elementos da trama. Comédia e romance se confundem de um jeito que faz com os gêneros não fiquem concentrados só em determinados núcleos. Todos os personagens têm direito a rir e, se for o caso, chorar. Obviamente, o humor mais escrachado fica por conta da família de Manoel, interpretado por Leopoldo Pacheco. Casado com Tina, defendida por Elizabeth Savalla, ele é pai de quatro filhos que receberam nomes de países: Bélgica, Israel, Itália e Afeganistão – interpretados, respectivamente, por Giovanna Lancellotti, Kayky Brito, Sabrina Petraglia e Gabriel Godoy. Claudia Raia com sua vilã Samantha também tira proveito dos vários momentos engraçados que a personagem protagoniza.

Mas é no amor entre Laura e Caíque, protagonistas de Nathalia Dill e Sérgio Guizé, que a novela mais se ampara. Em pouco tempo de trama, é possível notar o entrosamento dos atores em cena, o que facilita para o desenvolvimento de uma torcida do público pelo casal. À primeira vista inesperada, a escalação de Guizé para o posto principal aos poucos se mostra acertada. Até porque ele incorpora bem o tipo esquisitão de um médico que vê espíritos. Aliás, a escolha dele para o papel de mocinho talvez seja o ponto mais fora da curva de “Alto Astral”. Não deixa de ser um mérito do folhetim apostar alto em um nome diferente dos que o telespectador já se acostumou a ver na função de galã.

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