Grande passo na carreira

Maria Bia conta como foi estrear na televisão como protagonista de “Sexo e As Negas”, série de Miguel Falabella

iG Minas Gerais | anna bittencourt |

Sem preconceitos. Para Maria Bia, produção sofreu repercussão negativa de forma infundada no país
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Sem preconceitos. Para Maria Bia, produção sofreu repercussão negativa de forma infundada no país

Estrear na TV é, sem dúvida, um entrave na vida de qualquer ator. Essa responsabilidade aumenta quando, além de encarar as câmeras pela primeira vez, o personagem ainda é protagonista da história. Foi com essa expectativa que Maria Bia se lançou em “Sexo e As Negas”. Com uma carreira em importantes montagens musicais para o teatro, a atriz entrou na TV com o pé direito. “Já paquerava o veículo há muito tempo. E agora posso dizer que tivemos química, virou namoro”, afirma. Ao lado de Karin Hills, Corina Sabbas e Lilian Valesca, Maria Bia forma o quarteto principal do seriado de Miguel Falabella. “Nós já conhecíamos o Miguel do teatro e ele acabou pensando em juntar a gente quando surgiu esse projeto”, explica. Falando sobre a vida de um grupo de amigas da Cidade Alta, conjunto habitacional no subúrbio do Rio, o nome surgiu em alusão à série“Sex And The City”.

Antes mesmo da estreia, “Sexo e As Negas” sofreu preconceito por parte de grupos feministas e de cultura negra. Para a atriz, toda a repercussão negativa foi infundada. “Acho que não entenderam a brincadeira com o nome”, justifica. Além disso, Maria Bia prega que minorias que sofrem preconceito não podem atacar na mesma moeda, recusando um produto antes mesmo de vê-lo. “Por que não falar de sexo? Das ‘negas’? Nós existimos. Fazemos sexo. É bom! Nunca me senti tão representada na TV”, defende. A função social de “Sexo e As Nega”, segundo ela, é um dos seus maiores orgulhos na série. Questões vistas como tabu, como sexualidade e preconceito, são colocadas em pauta e provocam uma maior reflexão sobre o tema. “Acho que é uma contribuição para que as pessoas sejam mais tolerantes e que possamos construir um mundo mais razoável e menos preconceituoso”, torce.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave