Corinthians confirma saída de Mano Menezes

Treinador deu adeus ao clube após o jogo diante do Criciúma neste sábado. O favorito para substituí-lo é Tite e Oswaldo de Oliveira é o plano B

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O presidente do Corinthians Mário Gobbi confirmou o que todos já esperavam: Mano Menezes não é mais treinador da equipe paulista.

Após a vitória sobre o Criciúma por 2 a 1 neste sábado, que assegurou a quarta colocação do timão no Campeonato Brasileiro e uma vaga na Pré-Libertadores, o presidente disse que Mano não está mais nos planos do timão para a próxima temporada. 

"Confio muito nele, admiro o trabalho dele e a competência. E só ele mesmo para fazer um ano tão difícil como esse se tornar em um ano vitorioso. Tínhamos duas metas para esse ano: reformulação completa do departamento de futebol, que foi feita. Segundo, a classificação para a Libertadores, que foi alcançada. Se eu tivesse mais um ano, eu renovaria. O mundo inteiro sabe disso. O Parque S. Jorge sabe disso. E recebo críticas por isso. Mas, não serei presidente no dia 6 de fevereiro, e eu não posso. E quem vem não quer o Mano", disse o dirigente.

A mudança interna no clube e um possível "racha" entre os dirigentes corinthianos teriam contribuído para a saída do treinador. Mano comandou o timão em 2008, 2009 e 2010 e em sua quarta passagem pelo Parque São Jorge conseguiu levar a equipe à primeira fase da maior competição da América. Ao todo, teve 61 vitórias, com 32 vitórias, 15 empates e 14 derrotas. O aproveitamento foi de 60,6%. Sob o seu comando, o Corinthians marcou 89 gols e levou 58.

Satisfeito

Ao final da partida deste sábado, o treinador se mostrou satisfeito com o trabalho desenvolvido e falou de sua saída. "Eu entendi dessa forma, que quem vem não me quer, pela experiência que tenho no futebol. A gente sabe ler bastante nas entrelinhas, embora as pessoas não se posicionem oficialmente. Eu continuo pensando o mesmo de sempre: a relação de técnico com sua direção precisa ser de extrema confiança. Ao longo de uma temporada, a gente passou momentos extremamente difíceis. E nessa hora tem a confiança mútua do trabalho. Se ela não existe, lá na frente, ela vai balançar. E eu não quero passar por isso", explicou.

 

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