Mattos deixa futuro em aberto, mas indica desejo de ficar no Cruzeiro

Dirigente esclareceu sobre iminente saída, afirmou que precisa reparar algumas arestas no clube e que quer vê-lo conquistando o mundo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Divulgação/Vipcomm
undefined

Existem vários indícios de que o diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos, estaria de saída do clube. Porém, o dirigente nega que encerrará seu ciclo na Toca neste domingo, após o jogo da entrega da taça de campeão brasileiro. Ele garantiu que só pensa na festa programada para logo mais, minimiza o peso da reunião mais recente que teve com o presidente Gilvan de Pinho Tavares, mas deixa o futuro em aberto.

“Este momento é de muita festa. Eu estou eufórico para ver a torcida do Cruzeiro. Aquelas 200 mil pessoas em carreata, o estádio lotado. Este é o momento. Desvirtuou um pouquinho porque teve aquela reunião com o presidente. Eu devo ter de 20 a 30 reuniões com o presidente por mês. Não tem nada fora do normal. O que tem são situações que vão se falar e vão se ajustar nos próximos dias, entradas, saídas, movimentações de atletas, de comissão técnica, de direção. Caso aconteça, será de maneira natural. Não estou e jamais estaria desempenhando esse papel, se estivesse focado em situação de querer aumento salarial... Não me permitiria escutar outros times do Brasil, e isso exijo de atletas e de agentes, sem falar primeiro com o presidente”, declarou Mattos em entrevista à rádio Itatiaia.

O dirigente responsável por montar o elenco que faturou dois títulos nacionais em sequência dá a entender que sua história no Cruzeiro não chegou ao fim, em vista do desejo que ele tem de ver o clube conquistando o Mundial.

“As pessoas passam, e a instituição fica. O Alexandre um dia vai sair, não sei se agora, se daqui dez, 20 anos. Tenho um sonho e um desejo. Entendo que para o futebol mundial, existe um erro que tem que acabar, tomara que acabe ano que vem, que é o Cruzeiro não ter um título de campeão mundial. O Cruzeiro é um clube organizado e presidido por um homem de bem, que tem 50 anos de clube. Se um dia eu tiver de sair, se for semana que vem, saio de cabeça erguida”, disse.

A decisão de deixar o Cruzeiro para ir para o Palmeiras seria tomada após Gilvan Tavares ter se mantido resistente diante das pedidas feitas por Alexandre Mattos, que englobam aumento salarial e maior autonomia na condução do departamento de futebol. No time paulista, ele ganharia carta branca da presidência. No entanto, o dirigente afirma que não recebeu proposta de outros clubes, embora deixe claro que precisa reparar algumas arestas na Raposa.

“Não existe situação de proposta. Existem alguns ajustes, que vou procurar me entender com a estrutura do Cruzeiro. Penso um Cruzeiro sempre gigante, sendo um dos maiores times do mundo. Nesses dois anos e nove meses que estou aqui, já ouvi de muitos atletas: 'para aí, eu vou ganhando menos'. Não vou citar nomes para evitar algum constrangimento”.

Leia tudo sobre: cruzeiroraposaalexandre mattosdiretorsaidafutebolgilvan