Motoristas de BH têm a pior nota em segurança

Mil universitários de sete capitais do país foram avaliados por fabricantes de pneus

iG Minas Gerais | Johnatan Castro |


Premiação. 


Finalistas receberam prêmios das mãos do ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi
Michelin / Divulgacao
Premiação. Finalistas receberam prêmios das mãos do ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi

Frear e fazer curvas de maneira correta, além de respeitar o limite de velocidade e não fazer ultrapassagens perigosas são apenas alguns itens a serem seguidos por bons motoristas. Essas regras também foram avaliadas pelo Michelin Best Driver, concurso que a fabricante de pneus lançou para buscar o condutor mais seguro do país em 15 universidades de sete capitais brasileiras. Com candidatos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da PUC Minas, os belo-horizontinos ficaram em último lugra. Vencedor, o estudante Eric Barboza, 23, da Bahia, foi premiado com um carro 0 km.

Voltado para universitários de 20 a 29 anos, o Michelin Best Driver monitorou por 30 dias cerca de mil motoristas – cem deles em BH. Todos os competidores tiveram um aparelho de telemetria instalado em seus veículos (com acelerômetro e GPS) para que seus movimentos no trânsito pudessem ser monitorados. “Queríamos que eles observassem comportamentos simples, mas que fazem toda a diferença. Alta velocidade e falta de atenção para fazer curvas foram os dois itens que mais tiraram nota dos candidatos”, disse a gerente de marketing da Michelin, Renata Marques.

Belo Horizonte teve motoristas com a menor média de notas: 87,73 pontos em 100 possíveis. Porto Alegre obteve o melhor resultado, alcançando 94,65. Os15 finalistas – um para cada universidade – ganharam uma viagem para participar da prova Le Mans 6h São Paulo, no último fim de semana.

Sociólogo especialista em trânsito, Eduardo Biavati explicou que o fato de muitas rodovias cruzarem a capital mineira pode ter reduzido a nota. Somente aqui e em Brasília erros como excesso de velocidade e ultrapassagens perigosas aumentaram. “Eventos pontuais, como a frenagem, são muito característicos desse trânsito pesado das capitais. No caso das curvas, acreditamos que eles vinham numa velocidade errada ou frearam no momento errado da curva”.

Finalista pela UFMG, o estudante de engenharia metalúrgica Lucas Henrique Silva, 25, creditou o resultado da capital ao descompromisso dos avaliados. Mas ele ressaltou que a competição trouxe aprendizados. “Muda o jeito de ver o trânsito. Você passa a prestar mais atenção e tem uma percepção completamente diferente de tudo”.

Preparação

Evento. As 15 universidades receberam, durante uma semana, programação com palestras, talk show e outras atividades sobre direção segura, com participação de pilotos profissionais.

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