Disseminação de filmes pelo país é tema de livro

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Luiz Bolognesi dirige o projeto com Laís Bodanzky
Leonardo Lara/Divulgação
Luiz Bolognesi dirige o projeto com Laís Bodanzky

SÃO PAULO. Desde 2004, os cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi levam as luzes do cinema para periferias, comunidades amazônicas, hospitais psiquiátricos e até penitenciárias. O saldo de uma década de exibição itinerante de filmes pelos rincões do país está no livro “Cine Tela Brasil e Oficinas Tela Brasil”, que acaba de ser lançado pelos dois (editora Instituto Buriti, 206 págs., R$ 30). 

Os idealizadores calculam que cerca de 1,3 milhão de brasileiros chegaram a assistir a algum dos 137 filmes exibidos pelo projeto – basicamente uma estrutura que conta com cadeiras e projetor e que vaga pelas estradas brasileiras a bordo de caminhões. “A ideia germinou em meados dos anos 90”, conta Bolognesi. “Era uma época em que todos os curtas dirigidos pela minha geração de cineastas só conseguiam ser exibidos para cinéfilos em festivais”, completa.

O casal, então, quis buscar outros públicos. Juntaram na caçamba do carro um projetor emprestado, uma tela doada, um gerador e uma penca de rolos de curtas-metragens. Seis meses de pé na estrada. Em 2004, com o apoio de recursos da Lei Rouanet, o projeto passou a rodar o país exibindo longas nacionais em comunidades de baixa renda. “Daí, começou outra angústia”, afirma Bolognesi. A partir de 2007, passaram a ministrar oficinas gratuitas às comunidades.

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