Empresas barram madeira da Amazômia

iG Minas Gerais |

RIO DE JANEIRO. Várias empresas europeias suspenderam a compra de madeira da Amazônia brasileira comercializada pela serralheria Rainbow Trading Importação e Exportação LTDA, denunciada pelo Greenpeace/Brasil por vender madeira extraída ilegalmente da floresta. As empresas holandesas Stiho e LTL Woodproucts e a francesa Rougier Sylvaco pararam de trabalhar com a Rainbow Trading no Estado amazônico do Pará até que a empresa esteja fora de investigação.

Na Suécia, o importador Interwood disse que não comprará mais madeira da Rainbow e que deixará também de importar o valioso ipê amazônico – muito cobiçado na Europa, sobretudo para construir deques de piscinas, cujo valor pode chegar a US$ 3.200 o metro quadrado –, já que não consegue verificar a legalidade do produto. Seis contêineres da Rainbow Trading foram bloqueados pelos belgas. A entrada de sua madeira é proibida no mercado até que as autoridades competentes investiguem a fundo o carregamento, informou o Greenpeace, destacando, ainda, que a Rainbow Trading acumula dívida de R$ 500 mil com instituições ambientais brasileiras. “Suspendendo a compra de madeira da Amazônia, os mercados enviam uma mensagem muito clara de que toda a cadeia está contaminada, já que o risco de ilegalidade é alto demais”, comemora o Greenpeace, que pediu a Brasília que faça “sólida reforma no sistema de controle”. Em outubro, o Greenpeace/Brasil denunciou que árvores cortadas clandestinamente na região de Santarém (Pará) são transportadas à noite a serralherias que tratam e exportam a madeira para a Europa como se sua origem fosse legal.

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