Religiosidade e espetáculo

Sem perder sua essência cristã, celebração natalina evolui em decoração e simbolismo

iG Minas Gerais | Tânia Ramos |

Preparada para o Natal, a praça da Liberdade encanta visitantes e belo-horizontinos
DENILTON DIAS
Preparada para o Natal, a praça da Liberdade encanta visitantes e belo-horizontinos

Para falar de Natal no Brasil, não tem como não resgatarmos nossas próprias memórias de criança, quando a espera pelo presente debaixo da árvore – que só surgia na manhã de 25 de dezembro – era longa, mas a surpresa sempre ótima. De lá pra cá, a tradição evoluiu e, hoje, a entrega dos presentes ocorre durante a ceia, na noite da véspera do Natal.

A tradicional árvore de Natal (artificial, é claro) nas residências, com muitos enfeites e pisca-piscas, também ganhou as ruas de uns tempos para cá, junto com todo tipo de iluminação natalina. Praças públicas, shoppings e até lagoas competem, a cada ano, para dominar o topo das mais belas decorações natalinas do país.

Neste ano, até o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, entrou no clima do Natal. Para celebrar a data, a TAM transformou o local, símbolo arquitetônico da década de 50, em uma das atrações do Natal Luz da cidade.

No saguão principal de Congonhas, os passageiros e visitantes são surpreendidos com uma árvore de Natal de 10 m de altura, ladeada por uma máquina voadora inspirada na aeronave 14-Bis e comandada por um Papai Noel estilizado como aviador, com cenografia do artista plástico Juarez Fagundes, especialista em decorações natalinas.

Pipiripau

Entre as famílias mais religiosas também é comum no país a montagem de presépios, muitos deles, no melhor estilo manjedoura, bem rústicos mesmo.

De visitação pública, Belo Horizonte reserva ao turista o presépio do Pipiripau. Criado pelo artesão Raimundo Machado, que começou a coleção em 1906, o presépio reúne hoje 586 figuras móveis, reunidas pelo artesão ao longo de 80 anos. São 45 cenas, distribuídas em 20 m² do museu de História Natural da UFMG desde 1976, que retratam a vida e a morte de Jesus Cristo por meio de bonecos em massa de papel, papelão e gesso, mas com uma estrutura de metal para garantir o movimento que encanta os visitantes.

Papai Noel logo ali

A cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, que se transformou nos últimos anos numa espécie de Lapônia brasileira, promove uma supercelebração de Natal até o próximo dia 13 de janeiro. As superproduções – com espetáculos de som e luz, dança, desfiles e, entre outros, encenações magníficas – fazem do evento uma atração única e tradicional no país. Ao todo, são 16 atrações que se apresentam repetidas vezes, superando neste ano 600 exibições. O primeiro concerto natalino de Gramado, que marcou o início do evento, acontecem em 1985 pelas mãos do maestro Eleazar de Carvalho, acompanhado de um coral de 500 pessoas.

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