Entre luzes e ritos antigos

No Norte, aposta-se em decoração e lúdico religioso; no Sul, na própria herança

iG Minas Gerais | Tânia Ramos |

Casa em Clifton, no Estado de Ohio, comprova show de luzes nos EUA
Matt Kozlowski/Commons
Casa em Clifton, no Estado de Ohio, comprova show de luzes nos EUA

Com as tradições natalinas herdadas de Inglaterra, Espanha ou Portugal, nada mais europeu que as comemorações do Natal nas Américas. Mesmo assim, cada país tem suas singularidades, que vão além das diferentes colonizações e do fato de uns se situarem no hemisfério Norte e outros, no Sul.

Nos Estados Unidos e no Canadá, onde a festa coincide com o inverno, as celebrações do nascimento de Cristo preveem na decoração das casas árvores de Natal naturais (pinheiros), bonecos de neve no jardim e muitas luzes. Aliás, o Natal norte-americano é considerado um dos mais iluminados do mundo, com lâmpadas em casas, prédios, lojas e ruas, uma tradição que ganhou o mundo.

Embora integre a América do Norte, junto com EUA e Canadá, o México não nega suas raízes latinas. De 16 a 24 de dezembro, os mexicanos realizam as posadas, procissões que simbolizam o caminho feito pelos pais de Jesus antes de o menino nascer. Outra tradição é la piñata, um grande enfeite (em forma de pássaro, avião ou boneca) cheio de doces, que é pendurado numa árvore para as crianças furarem com uma varinha, derrubando-os no chão.

Andinos

O Natal nos países andinos segue, nas áreas urbanas, algumas tradições que vêm dos espanhóis, como a montagem de presépios, acrescidas de elementos regionais. Porém, nas áreas rurais, os costumes locais é que dão o tom da celebração. No povoado peruano de San Pablo, por exemplo, os festejos natalinos contam com uma curiosa corrida de cavalos entre os três reis magos, substituídos por guerreiros incas. Na música, sai o “Jingle Bells” e entram os ritmos saya, huayño, chuntunqui, comuns em Peru, Bolívia, Equador e Chile.

Em Cuba

Data celebrada intensamente pelos cubanos, ao ritmo de rumba e salsa, até o fim da década de 50, o Natal deixou de ser feriado na ilha desde o fim da revolução que derrubou Fulgêncio Batista. Agora, celebra-se o dia 1° de janeiro, não só por marcar o início de um novo ano, mas por ser o dia da vitória da revolução de Fidel.

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