Meta explosiva

Marcas de motocicleta se digladiam no fetiche de produzir superesportivas com mais de 200 cv

iG Minas Gerais | Raphael Panaro |

Kawasaki Ninja H2
Kawasaki/divulgação
Kawasaki Ninja H2

O segmento de motocicletas superesportivas passa por uma “competição”: produzir modelos com 200 cv de potência – ou mais. Os primeiros passos foram dados com as recentes Kawasaki Ninja H2 e a Ducati 1299 Panigale. Ambas alcançam impressionantes 205 cv.

Os fabricantes utilizaram diferentes “artifícios” para atingir tal número. A marca japonesa usou a admissão induzida de ar. Dotado de um compressor, o motor quatro cilindros de 998 cm³ de deslocamento consegue entregar ainda 13,5 kgfm de torque. A Kawasaki também oferece a H2 sem o supercharger. Aí, a potência fica em “apenas” 197 cv e perde algum “appeal”. Na marca italiana, o título de modelo mais potente agora é da Ducati 1299 Panigale. O motor de 1.285 cc entrega 205 cv a 10,5 mil rpm (10 cv a mais que a 1199 Panigale), e 14,6 kgfm de torque a 8.750 rpm. O peso em ordem de marcha é de 179 kg.

A casa dos 200 cv ainda tem mais duas representantes: a nova Yamaha YZF-R1 e a MV Agusta F4 RR. A superesportiva japonesa manteve o motor quatro cilindros de 998 cc com a configuração crossplane, mas ganhou novidades como as bielas e válvulas de admissão feitas de titânio. O resultado são 18 cv a mais que a anterior. Junto da potência, veio também um ganho de peso. Agora são 199 kg em ordem de marcha – 15 kg de diferença. No caso da italiana F4 RR, a potência chega a 200,8 cv a 13,4 mil rpm. Ela é extraída do motor Corsa Corta de 998 cc, quatro cilindros e 16V. O torque é de 11,3 kgfm a 9.600 rpm.

Quem também não poderia ficar de fora dessa “briga” é a Honda. A fabricante nipônica mostrou o protótipo RC213V-S, que é praticamente uma versão legalizada para as ruas da RC 213V, a motocicleta usada na MotoGP. Apesar de ainda ser um protótipo, o modelo tem traços bem realistas e parece pronto para ser produzido. A Honda não exibiu as especificações técnicas, mas sabe-se que a moto é baseada no bólido da MotoGP RC213V-S e tem motor semelhante, um V4 de 1.000 cm³ e cerca de 250 cv. Mesmo amansado, bate fácil os 200 cv.

Já conhecida no mundo das supermotos, a BMW S1000 RR está quase lá. A versão 2015 do modelo foi apresentada com 199 cv. Além dos 6 cv a mais que a antecessora, a marca alemã otimizou a entrega dos 11,5 kgfm de torque. Entre as melhorias, alterações internas na geometria do motor e o novo sistema de exaustão contribuíram para a força extra. A S1000 Racing Replica também está 4 kg mais leve – 204 kg em ordem de marcha.

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