Projeto conscientiza alunos sobre o desperdício de alimentos

Projeto "Desperdício Zero" pretende diminuir o desperdício de alimentos e zelar pela conservação da limpeza no ambiente escolar e consequentemente nas casas dos alunos

iG Minas Gerais | Da redação |

Alunos da Escola Municipal José de Madureira Horta que participam do projeto
Divulgação PBH
Alunos da Escola Municipal José de Madureira Horta que participam do projeto

Com o objetivo de conscientizar os estudantes para evitar o desperdício de alimentos e de outros produtos, Escola Municipal José de Madureira Horta, localizada no bairro Jardim Atlântico, na região da Pampulha, está desenvolvendo o projeto Desperdício Zero.

O projeto é voltado para o grupo de alunos Monitores do Almoço, responsáveis por acompanhar os estudantes que participam dos programas Almoço para Todos e Escola Integrada que, diariamente, almoçam na escola.

Segundo Ramona Peixoto, Agente do Programa Saúde na Escola e idealizadora do projeto, a ideia inicial era que os Monitores do Almoço pesquisassem sobre o desperdício de comida no Brasil e, com os dados da pesquisa, confeccionassem um banner para expor na escola. Os alunos levantaram dados também sobre a quantidade de pessoas que passam fome no Brasil e confeccionaram um banner com as informações. Para incentivar o consumo de uma alimentação mais saudável, a nutricionista Aline Soleane ministrou uma palestra sobre a escolha do prato saudável, a qualidade da alimentação, o perigo do excesso de consumo de sal e açúcar nos produtos industrializados, entre outros assuntos.

O desafio

Ramona, ercebendo o interesse dos estudantes, lançou outro desafio para os Monitores do Almoço: qual dos grupos conseguiria desperdiçar menos comida, o Almoço para Todos ou o Escola Integrada? “Passamos a pesar a quantidade de comida que cada grupo desperdiçava diariamente, uma vez que almoçam em horários diferentes. Com isso, fizemos um monitoramento do almoço dos grupos e conseguimos conscientizar os alunos, que diminuíram consideravelmente o desperdício”, explicou.

Durante o almoço é feita a fiscalização do desperdício na escola. Divididos em duplas, os estudantes fiscalizam banheiros, filas da cantina, mesas, estufas e as travessas. Quando é identificado algum caso de desperdício, os “fiscais” conversam com cada criança sobre a necessidade de não desperdiçar comida, água de bebedouros e torneiras, produtos de higiene nos banheiros, etc. Com apenas 7 anos, a estudante do 2º ciclo Vitória Souza Sena já demonstra o que aprendeu. “Perguntei para o meu pai se ele sabia que tem muita gente que come água com farinha porque não tem o que comer. Depois desse dia, o meu pai não desperdiça mais”, contou. Segundo a aluna do 6º ciclo, Anna Emily Martins, a campanha ajudou a mudar seu modo de pensar e agir. Ramona Peixoto explicou que os resultados são positivos. “As crianças estão mais conscientes. Nossa perspectiva é de conseguir alcançar as famílias em busca de uma parceria sólida, para que os princípios e ensinamentos transmitidos aos nossos estudantes sejam valorizados e consolidados por seus pais”, comentou.

Voluntários

Os alunos se oferecem para ajudar nas tarefas e atuam como monitores. Eles trabalham em duplas e exercem quatro funções. Nos banheiros, observam o uso correto para que não haja desperdício de água, sabonete e papeis, zelando pela conservação da limpeza. Na fila do almoço, orientam os alunos a lavar as mãos antes de se servirem, verificam o uso dos crachás do almoço e orientam a organização dos colegas na fila do self-service.

Além disso, nas mesas de refeição, ajudam a observar o comportamento dos colegas para que sejam respeitosos com o alimento, criando um ambiente tranquilo para almoçar. Além disso, orientam a não deixar sobras, devolver o prato na bacia, além de manter as mesas limpas quando caem alimentos. Na bacia de descarte, recebem os pratos, orientando, em caso de sobra, para que o colega termine de comer aquilo que colocou no prato. Caso o colega não consiga terminar toda a comida, registram o nome do aluno num caderno. Posteriormente, uma agente do Programa Saúde na Escola (PSE) conversa com cada aluno, buscando os motivos do desperdício e orientando-os a colocar no prato apenas o que conseguem comer. Os monitores nunca obrigam ninguém a comer.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave