Ex-delegado acusado de matar namorada tem recuso negado e vai a juri

Geraldo Toledo é acusado de matar a ex-namorada, Amanda Linhares, com um tiro na cabeça, em abril de 2013; de acordo com sentença, fica mantida a prisão do acusado

iG Minas Gerais | Breno de Araújo |

Delegado está preso na Casa de Custódia do Policial Civil, em Belo Horizonte
Reprodução / Facebook
Delegado está preso na Casa de Custódia do Policial Civil, em Belo Horizonte

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em julgamento realizado nesta quinta-feira (4), negou recurso do ex-delegado Geraldo Toledo, contra a determinação que o submete a júri popular na comarca de Ouro Preto. O ex-delegado é acusado de matar a ex-namorada, Amanda Linhares, com um tiro na cabeça, em abril de 2013.

Segundo o relator do recurso, desembargador Renato Martins Jacob, foi verificado nos autos a presença de crimes relacionados ao homicídio do qual Geraldo Toledo é acusado, não merecendo qualquer alteração da decisão que deve ser mantida em sua integralidade.

De acordo com sentença, fica mantida também a prisão do acusado, por haver indícios “de que ele vinha usufruindo indevidamente de privilégios no interior do estabelecimento prisional, valendo-se de influência e privilégios de um cargo que outrora ocupara, fomentando sentimento de impunidade no meio social, em detrimento das instituições e da ordem pública”.

Polêmica

Há cerca um mês, o ex-delegado Geraldo Toledo foi flagrado por uma equipe de TV quando entrava em uma faculdade no bairro Floresta, na região Leste de Belo Horizonte. De acordo com informações divulgadas na época, ele estava matriculado no curso de história à distância.

Na época, a Polícia Civil alegou que as saídas eram esporádicas e que a corregedoria do órgão iria investigar o caso.

O caso

Geraldo Toledo é acusado de assassinar sua ex-namorada, que tinha 17 anos. Há histórico de agressão e ameaça cometidas contra ela, o que indica um comportamento violento por parte do acusado.

De acordo com os autos, essa conduta arbitrária e agressiva, inclusive no exercício de seu antigo cargo, rendeu instauração de outros processos criminais, procedimentos administrativos e sindicâncias.

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