Paralisação é suspensa temporariamente nas unidades de saúde de BH

Uma nova reunião está marcada para a próxima semana, na qual, dependendo do andamento das negociações entre governo e funcionários da Fhemig, a greve pode ser retomada ou finalizada

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Os trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) decidiram suspender a paralisação até a próxima terça-feira (9), quando uma nova reunião irá acontecer com os representantes da transição do governo do Estado. As reivindicações da categoria são, principalmente, relacionadas ao reajuste salarial.

Conforme a assessoria da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), as unidades que aderiram a greve em Belo Horizonte são o Pronto-Socorro João XXIII, o Hospital de Pediatria João Paulo II, o Hospital Maria Amélia Lins e o Hospital Alberto Cavalcanti.

Em paralisação desde a última terça-feira (2), a Asthemg espera que até a próxima reunião outras unidades de saúde também endossem o estado de greve, inclusive, no interior do Estado. Barbacena, no Campo das Vertentes, até o momento, foi a única cidade do interior que aderiu a greve. Na cidade, a denúncia é a de que o diretor de um hospital tem feito graves ameaças aos funcionários que aderiram a paralisação.

Após a reunião de terça-feira, a categoria irá avaliar se a greve continua, ou se será permanentemente suspensa. Mesmo em estado de greve, funcionários cumprem a escala mínima de trabalho.

Segundo o deputado e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) Durval Ângelo, as reivindicações da categoria são legítimas. "Eu garanti para os trabalhadores que com a entrada do novo governo eles terão direito ao diálogo. O governo vai ouvi-los. Também pedi para que a greve fosse suspensa, porque não é justo quem precisa de atendimento, principalmente a população pobre, ser punido por isso. Mas o diálogo estará aberto, e vamos trabalhar para acabar com o assédio moral que alguns deles sofrem, e também não podemos permitir o que está acontecendo em Barbacena", disse o deputado. 

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