Pauta destrava, mas queda de braço continua

O fiel da balança no momento tem sido o PTdoB, partido do atual presidente da Câmara

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Vereador Preto diz que há uma mobilização em torno do  nome de Magalhães
Mila Milowski/CMBH 20.3.2013
Vereador Preto diz que há uma mobilização em torno do nome de Magalhães

Depois de um longo impasse, a Câmara de Belo Horizonte começou nesta quinta a destravar a pauta. A tentativa de negociação entre a base e a oposição para acordos para a votação não foi o real motivo para que a reunião alcançasse quórum para a análise dos vetos do prefeito Marcio Lacerda (PSB). Segundo os vereadores, a disputa pela nova presidência da Casa – que será eleita na próxima semana – foi o que motivou os parlamentares a comparecerem.

Depois das denúncias de que os vereadores estavam negociando cargos no governo de Minas e oferecendo dinheiro em troca de apoios na disputa pela presidência, os parlamentares usaram o plenário nesta quinta para declarar voto aos seus preferidos e tentar “melhorar” a imagem da Casa.

O Legislativo da capital vive um clima de queda de braço entre o atual presidente Léo Burguês (PTdoB) e o vice-presidente Wellington Magalhães (PTN). Magalhães está com o nome colocado para o comando do Legislativo, e, apesar de ser apontado como preferido pela maioria, enfrenta resistências de alguns vereadores que não aceitam que o atual vice-presidente negocie cargos na Mesa Diretora em troca de apoios.

O fiel da balança no momento tem sido o PTdoB, partido do atual presidente da Câmara. A sigla conta com cargos na atual Mesa Diretora e, nos bastidores, o presidente estadual e deputado Luis Tibé já teria entrado na negociação para manter postos na direção da Casa em troca dos votos da bancada da legenda. O escolhido para se manter na Mesa seria o próprio presidente, Léo Burguêss. “A gente sente um abandono nessa Casa, a falta de um presidente. A partir desta sexta estou empenhado em eleger Wellington Magalhães”, afirmou o líder do governo, Preto (DEM), que em seguida ouviu de seu candidato a promessa de “não negociar cargos com nenhum partido”.

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