Material escolar e colégio vão pesar mais no bolso dos pais

Artigos de papelaria devem subir 10%, e os colégios já reajustaram as mensalidades em 16%

iG Minas Gerais | ludmila pizarro |

Com antecedência. 
Carla Lima pesquisou preços até na Ceasa antes de comprar o material escolar dos dois filhos e já comprou tudo
LEO FONTES / O TEMPO
Com antecedência. Carla Lima pesquisou preços até na Ceasa antes de comprar o material escolar dos dois filhos e já comprou tudo

O ano de 2015 não vai ser fácil para ninguém, muito menos para os pais de crianças em período escolar. Ao reajuste de 16% na mensalidade das escolas particulares, que está sendo paga nesta semana na maioria dos colégios, vai se somar um acréscimo de cerca de 10% no preço do material escolar em relação ao ano passado. “A expectativa de reajuste para o consumidor está em torno de 10%”, declara Adriano Boscatte, diretor da câmara setorial de papelaria da Camara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).

Para administrar as despesas, a empresária Carla Mendes Brito Lima, 33, optou por antecipar as compras relacionadas aos seus dois filhos, de 3 e 5 anos. “Estou pagando a mensalidade e o material escolar neste mês, para chegar janeiro e acertar os impostos, como IPVA e IPTU”, diz Carla. A antecipação das compras é uma boa estratégia, segundo Ricardo Carrijo, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE). “Além de lojas mais vazias, o consumidor vai pegar um material que ainda não foi remarcado. Na primeira semana de janeiro, os preços estarão reajustados”, afirma o diretor. A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, também indica, para quem pode, a antecipação das compras. “É uma questão de oferta e demanda, agora a demanda ainda não está muito alta, por isso o preço tende a ser mais baixo. Além disso, quem compra agora, não tem pressa, pode pesquisar, inclusive na internet”, diz Marcela. A pesquisa de preços é outra ferramenta do consumidor contra os preços altos. “Estive em várias lojas antes de escolher. Pesquisei até na Ceasa e o preço não estava bom”, afirma Carla. Em janeiro deste ano, uma pesquisa do Mercado Mineiro mostrou que alguns itens do material escolar variavam em até 580% de uma loja para outra. Para Marcela a união dos pais também pode garantir um economia considerável. “Os pais podem se juntar, buscar um fornecedor e ganhar em termos de poder de barganha. Isso também é bom para o lojista que vai ganhar na escala”, orienta.

Variação Personagens. Segundo Adriano Boscatte, diretor da CDL-BH, o preço de um produto com personagens pode “dobrar ou triplicar”. “Inclusive porque o fabricante paga royalties”, afirma.

Papelarias se juntam para comprar com preço melhor Uma cooperativa pode reunir até 30 papelarias que visam, apenas, comprar material escolar com preços mais competitivos. “Por isso as cooperativas, assim como as redes, conseguem oferecer preços melhores ao consumidor”, explica Adriano Boscatte, diretor da câmara setorial de papelaria da Camara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). Segundo Boscatte, os descontos variam muito de acordo com a cooperativa e a loja. Outra dica são as lojas que oferecem marcas próprias, como a Kalunga. “Os produtos próprios são sempre mais baratos e a empresa tem autonomia para alterar o preço porque ela produz”, afirma Renata Rodrigues, gerente de loja. Ela sugere que os clientes busquem marcas que fazem parceria com as lojas para terem preços melhores.

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