O adeus de Kalil

iG Minas Gerais |

“Só um presidente como Alexandre Kalil para dar uma Libertadores para o Atlético”. Essas palavras foram ditas pelo ex-presidente do clube, Ricardo Guimarães. Kalil, que sempre teve o nome ligado ao Galo, vai ficar na história. O nome dele se confunde ou se funde com o nome do clube. Filho de peixe, teve a oportunidade de viver intensamente o amor pela Atlético. Toda imprensa já teceu os merecidos elogios por tudo que Alexandre Kalil fez pelo clube. Só mesmo um presidente como ele poderia fazer o que fez. Com status de ídolo, ao ponto de dar autógrafo e tirar foto na rua e nos estádios, Kalil vestiu o time e a torcida de rosa e ninguém se importou, contratou o “estiloso” Richarlyson e a massa nem ligou. O Galo seguiu forte e vingador. Mas, nem tudo foi flores. Nestes seis anos, perdeu três títulos para o Cruzeiro, quase foi rebaixado em dois brasileiros e levou duas goleadas do rival. Lógico que o bônus foi muito maior que o ônus. Os dois últimos anos do Atlético só não foram mais badalados porque o Cruzeiro faturou os dois Brasileiros e dividiu as atenções. Com isso, ganhou o futebol mineiro, que foi destaque dentro e fora do país. Até o jornal The New York Times se rendeu às nossas conquistas.

Fórmula. Já não sei mais quantas vezes fui perguntado por companheiros de outros Estados que queriam saber o porque deste sucesso do futebol mineiros nos dois últimos anos. É fruto de um trabalho de médio prazo. Bons CTs, trabalho eficiente na base, diretorias competentes, elencos qualificados e torcidas empolgadas. Junte-se a isso, bons treinadores e jogadores.

Nepomuceno. Nesta semana, ouvi e li muita gente elogiando e prevendo um grande trabalho de Daniel Nepomuceno à frente do Atlético nos próximos anos. Torço para isso. Se fracassar terá que ouvir os gritos da torcida no famoso “Volta Kalil”. Só espero que ele dê tratamento igual para a imprensa. Pode agradar A, B ou C, mas lembre-se, o alfabeto tem mais letras.

Chegou a hora. Na terça-feira, os craques da imprensa mineira voltam ao Mineirão para uma partida festiva de encerramento da temporada. Dirceu Lopes e Éder Aleixo vão ser os treinadores dos times. É chegada a hora de quem faz críticas aos jogadores profissionais, mostrar que também entende do riscado.

Livro. Bela iniciativa da Federação Mineira de Futebol, que vai completar 100 anos em 2015. Será lançado, em março, um livro contando a história do nosso futebol. Os campeonatos, a rivalidade, a força do interior e os craques. O charme do Mineiro em fotos e textos para eternizar as disputas que mexeram com todo o Estado de Minas Gerais nos últimos 100 anos.

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