Sem diálogo, paralisação dos conselheiros continua

Segundo os trabalhadores, prefeitura e CMDCA não iniciaram as negociações

iG Minas Gerais | Da Redação |

Conselheiros foram até a Câmara pedir apoio dos vereadores
João Lêus
Conselheiros foram até a Câmara pedir apoio dos vereadores

Revoltados com a falta de diálogo com a atual governo e com o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA), que nem sequer iniciaram uma negociação com a categoria, os 20 conselheiros tutelares que atuam hoje nas quatro unidades do Conselho Tutelar em Betim anunciaram que a paralisação de suas atividades, iniciada no dia 24 de novembro, continuará por tempo indeterminado. Somente casos de urgência e de emergência estão sendo atendidos.

Segundo os conselheiros, os trabalhadores não retornarão às atividades enquanto não houver avanço nas negociações. “A prefeitura até hoje não se manifestou, e o CDMCA apenas disse que vai se reunir com representantes da categoria nesta sexta-feira (5). O problema é que, nas duas vezes em que o presidente do conselho agendou um encontro com os conselheiros, ele simplesmente não apareceu”.

Entre as principais questões que motivaram a mobilização dos conselheiros estão a melhoria na infraestrutura dos Conselhos Tutelares; a implementação de uma delegacia especializada para atender à demanda da criança e do adolescente; a garantia da vaga das crianças em creches do município; e a equiparação do salário da categoria, de R$ 1.541, à remuneração do profissional superior II, que é acima de R$ 2.000.

“A situação das unidades dos Conselhos Tutelares hoje em Betim é deplorável. Não temos estrutura mínima de trabalho, situação que é garantida na resolução 139 do Conselho Nacional de Políticas Públicas da Criança e do Adolescente. O mobiliário está todo caindo aos pedaços, não temos linha telefônicas para promover um atendimento individualizado e convivemos diariamente com a insegurança, pois nem sequer contamos com um guarda patrimonial. Somos ameaçados de morte constantemente, e uma conselheira, inclusive, foi assaltada dentro de uma unidade por três vezes”.

Uma audiência pública para discutir a greve da categoria será realizada na sede da Câmara, na segunda (8), às 18h.

Em nota, o CMDCA disse reconhecer a legitimidade das reivindicações da categoria, porém, repudiou a paralisação, que, segundo o conselho, “é uma atitude unilateral, contrário, ao atendimento”. O CDMCA solicitou ainda que os conselheiros retornem às atividades.

A prefeitura afirmou estar aberta ao diálogo com os conselheiros tutelares e afirmou que já providenciou itens reivindicados pela categoria.

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