Veículo fazia trajeto uma vez por semana

De acordo com os passageiros, o ônibus, fabricado em 1993, já havia apresentado problemas mecânicos próximo a Nanuque, no Vale do Mucuri, na noite desta quarta

iG Minas Gerais | Jhonny Cazetta / Johnatan Castro |

Uma vez por semana, o ônibus de turismo saía da cidade de Ribeira do Pombal, no Norte da Bahia, com destino a São Paulo, levando passageiros de várias cidades do interior baiano e da região metropolitana da capital paulista. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o coletivo pertence à empresa Tako Transportes e Locadora de Veículos. Segundo informações apuradas pela reportagem em Ribeira do Pombal, porém, a responsável pelo transporte seria a Gil Tur. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que a Tako possui autorização para fretamentos contínuos ou turísticos, mas não registrou o veículo que se acidentou. Segundo a assessoria do órgão, essa prática é comum entre as empresas, que omitem parte da frota para fugir de vistorias e das adequações. Já a Gil Tur não possui nenhuma autorização da ANTT e não tem veículos registrados no órgão.

De acordo com os passageiros, o ônibus, fabricado em 1993, já havia apresentado problemas mecânicos próximo a Nanuque, no Vale do Mucuri, na noite desta quarta. O ônibus tinha cinto de segurança, mas a PRF não soube informar sobre as condições de manutenção do veículo.

Nenhum representante das empresas de ônibus foi encontrado pela reportagem nesta quinta.

Vítima foi comemorar com a família vitória contra câncer A auxiliar de produção Zilma Santos, 27, não desgrudou um minuto sequer da filha de 2 anos, nesta quinta, após o acidente do ônibus em que as duas seguiam para São Paulo. Visivelmente emocionada com toda a situação, a auxiliar contou à reportagem que o ano 2014, de certa forma, será inesquecível para ela. “No início deste ano, recebi a informação de que tinha um câncer no útero. Comecei o tratamento e me curei. Fui lá para a Bahia comemorar a cura da doença com minha família. Eu e minha filha podíamos ter morrido. Considero que nasci de novo duas vezes. Espero ter vida longa agora”, contou Zilma. Ela e as outras 11 vítimas que já receberam alta no hospital passaram a noite desta quinta em um albergue cedido por moradores da cidade de João Monlevade.

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