Andres diz que renovaria com Mano e vê Corinthians fraco politicamente

Ex-presidente visitou Timão para divulgar campanha de doação de sangue e comentou sobre gestão de Mario Gobbi Filho

iG Minas Gerais | Folhapress |

Justiça acata denúncia e acusa Andrés Sanchez de crime fiscal
MAURO HORITA/AGIF/AGÊNCIA ESTADO
Justiça acata denúncia e acusa Andrés Sanchez de crime fiscal

Ex-presidente do Corinthians e eleito deputado federal neste ano, Andres Sanchez voltou ao centro de treinamento do Corinthians, construído em sua gestão, após um longo período.

"Já estava com saudades, nem lembro quando vim aqui a última vez", disse Andres nesta quinta-feira (4).

A volta não foi exatamente para tratar de futebol, e sim para ajudar a divulgar a campanha "Sangue Corinthiano", ao lado de Fábio Santos, mas não conseguiu ignorar o clube, que terminou pela primeira vez desde 2010 uma temporada sem título e terá eleições em 2015.

Andres apontou erros na gestão de Mário Gobbi Filho. Disse que o presidente deveria renovar contrato com o técnico Mano Menezes e que foi responsável por enfraquecer o clube politicamente. "Se eu fosse presidente do Corinthians, tinha renovado com o Mano há três meses. Não gosto de tirar treinador, acho que não dá certo. Além disso, o trabalho dele foi bom, em um ano difícil. Mas o presidente não sou eu. Ele tem de decidir", disse Andres.

"Gobbi é um cara democrático. Ele resolveu ouvir os outros candidatos sobre o treinador. Achou que deveria ver o que cada um prefere. Tenho certeza que não faltou peito para ele [Gobbi] decidir. É a maneira que ele achou melhor para administrar", acrescentou.

O atual presidente anunciou que não renovaria com Mano Menezes, que tem contrato até 31 de dezembro deste ano, em outubro passado. A justificativa é que, como entregará o cargo em fevereiro, não seria correto decidir algo que pode não ser do gosto do futuro mandatário.

Sobre o lado político do clube alvinegro, Andres foi mais duro. Avaliou que o Corinthians se distanciou do poder e, com isso, se enfraqueceu nos bastidores.

"Tanto no futebol nacional, como no sul-americano. O Corinthians tem de estar mais presente nas decisões e ser mais participativo, isso que eu quero dizer", afirmou.

"Não tem cabimento o Corinthians ser julgado pelo STJD [Superior Tribunal de Justiça Desportiva ] 18 ou 19 vezes. Acho que é a primeira vez na história do futebol brasileiro que isso ocorre. Hoje o futebol está chato. O cara não pode matar uma mosca com um tapa que os caras já querem julgar. O STJD não tem de se meter tanto. O futebol está carrancudo, virando coisa de tribunal", disse.

Por fim, o deputado federal eleito disse que não decidiu se vai retornar à vida do Corinthians. Ele apoiou o candidato Roberto de Andrade na eleição de 2015, mas disse que o tema é difícil.

"Futebol não é fácil com você presente no dia a dia, imagina por telefone. Temos de esperar até fevereiro para ver tudo direitinho. Quando assumo algo, eu entro de cabeça. Então, tenho de estudar muita coisa para ver. Talvez não vou ter tanto tempo", disse.

Os candidatos à presidência do Corinthians no pleito de 7 de fevereiro de 2015 são Roberto de Andrade, pela situação, Paulo Garcia, pela oposição, e Ilmar Schiavenato, chapa independente.

DOAÇÃO DE SANGUE

Apesar de ter falado sobre futebol e política do Corinthians, a entrevista de Andres foi para divulgar a campanha "Sangue Corinthiano", entre os dias 13 e 20 de dezembro.

Com apoio da Secretária de Estado da Saúde de São Paulo, a campanha consiste em mobilizar doadores de sangue. Entre os postos de coleta estará o Itaquerão, na zona leste da capital paulista. Os interessados em colaborar precisam fazer um pré-cadastro no site: www.sanguecorinthiano.com.br, endereço que ficará disponível até 11 de dezembro.

A campanha é desenvolvida também em conjunto com a ONG Sobre Vivência (Sangue Corinthiano), a Fundação Pró-Sangue, os Bancos de Sangue da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Hospital Sírio Libanês, a Associação Beneficente de Coleta de Sangue, a Cruz Vermelha, o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids e o laboratório Janssen.