Moradores fecham a MG-010 e pedem solução para trincas nas casas

Manifestantes querem uma resposta da mineradora Anglo American, responsável pelo mineroduto que passa no local; segundo eles, a passagem do minério causa tremores que resultam em rachaduras nas casas

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

Moradores estão na rodovia desde 5h desta quinta
Vanessa Rosa Santos
Moradores estão na rodovia desde 5h desta quinta

Moradores das comunidades do Turco e da Cabeceira do Turco, voltaram a fechar a MG-010 nesta quinta-feira (4). As localidades ficam em São Sebastião do Bom Sucesso, distrito de Conceição do Mato Dentro, na região Central do Estado. Desde 5h, eles tomaram o caminho que dá acesso à mina da Anglo American e estão impedindo que os carros da empresa passem do KM 180. Veículos que não pertencem à mineradora têm passagem liberada. Não há previsão para liberação da via.

Segundo a auxiliar administrativo Vanessa Rosa Santos, de 30 anos, moradora da Cabeceira do Turco, os moradores querem que a Anglo American apresente soluções para as trincas que aparecem nas casas da comunidade. Ela explica que as rachaduras são causadas pelo tremor provocado pela passagem do minério na tubulação e que a situação tem sido um transtorno para os moradores.

“Parece um terremoto dentro de casa, a gente não tem paz”, afirma Vanessa, que há 1 ano mora em um imóvel localizado a 30 metros do mineroduto. Ela conta que nos últimos dias não tem ocorrido tremores, mas segundo Vanessa, isso se deve ao fato de que não está passando minério pela tubulação. Além dos problemas no imóveis, os moradores reclamam também do excesso de poeira e da falta de água potável.

Nessa quarta-feira (3), cerca de 70 moradores fecharam a rodovia por aproximadamente 9 horas, reivindicando a presença de um representante da Anglo American para dar respostas sobre a situação das casas. Na ocasião, procurada pela reportagem, a empresa informou que já havia respondido aos questionamentos feitos pelos moradores - inclusive aos pedidos de realocação - no dia 1º de dezembro, por meio de uma carta. "Conforme acordado, a companhia, por meio de carta, entregue em mãos à liderança comunitária do Turco, informou que a realocação da comunidade não é cabível nem apropriada porque o problema relativo às vibrações está em fase final de solução e trata-se de uma questão temporária. Essa medida é utilizada apenas em último caso, quando não há como solucionar ou mitigar o problema detectado", dizia o comunicado da empresa. 

A Anglo American foi novamente contatada pela reportagem de O TEMPO, que aguarda um posicionamento sobre a manifestação desta quinta.

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o protesto transcorre de forma pacifica.

 

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