Responder e-mails rapidamente e fora do trabalho pode prejudicar saúde

Pesquisa revela que funcionários muito concentrados em responder e-mails têm pior qualidade de sono e estão mais suscetíveis a faltar ao trabalho

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

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Ter de estar em constante comunicação com o escritório e responder e-mails a toda hora, independentemente do horário, pode afetar a saúde dos profissionais. De acordo com uma pesquisa feita na Universidade Northern Illinois (EUA), funcionários muito concentrados em responder e-mails têm pior qualidade de sono e estão mais suscetíveis a faltar ao trabalho por problemas de saúde.

O estudo foi feito com 303 indivíduos que disseram responder e-mails durante a semana, aos fins de semana, nas férias e até quando estavam doentes. De acordo com o "Wall Street Journal", eles também mostraram aos pesquisadores as duas últimas mensagens que eles enviaram em resposta a um e-mail: em quanto tempo eles o responderam.

Larissa Barber, professora de psicologia da universidade e autora da pesquisa, cunhou o termo "telepressão" para explicar essa urgência em responder e-mails, não importa a que horas eles cheguem.

Ela afirma que o exagero pode reduzir um dos principais benefícios da tecnologia, que é poder trabalhar de qualquer lugar, inclusive de casa.

"Essa flexibilidade pode ter efeitos colaterais. Os funcionários começam a achar que precisam estar sempre disponíveis e responsivos às demandas de trabalho o tempo todo. Esse tipo de comunicação contínua faz com que as pessoas não tenham tempo para se recuperar do trabalho", diz.

Barber diz que, analisando as características pessoais dos voluntários, ela descobriu que traços de personalidade não têm muita interferência nesse cenário. O que mais conta, afirma, é a cultura da empresa ou do departamento.

"Assim que possível significa muitas coisas para diferentes pessoas, mas é claro que você fica preocupado em impressionar seu chefe ou colegas, então você pensa que precisa fazer aquilo imediatamente", afirmou ela à revista "Time".

Os especialistas sugerem que as companhias desenvolvam políticas sobre o assunto e definam exatamente qual é a expectativa em torno do assunto, como indicar períodos (dias ou horas) nos quais não se espera que os profissionais respondam às mensagens.

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