Obras com propina foram detalhadas

Segundo a delação, foi negociado diretamente com Duque o pagamento R$ 50 milhões ou R$ 60 milhões em propinas, que teriam sido pagas entre 2008 a 2011

iG Minas Gerais |

Brasília. Na decisão do ministro Teori Zavascki, que resultou na libertação do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, trechos da decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão do ex-funcionário da estatal pelos crimes de corrupção e lavagem e dinheiro, foram explicitados, apontando obras em que houve pagamento de propina.  

A partir da delação premiada de executivos da Toyo Setal, Augusto Ribeiro Mendonça Neto e Júlio Gerin de Almeida Camargo, Moro citou o pagamento de propinas nas obras das refinarias Repav (São José dos Campos, São Paulo), Repar (Paraná), Replan (Paulínia, São Paulo), no complexo petroquímico Comperj (Rio de Janeiro) e no gasoduto Cabiúnas (Rio de Janeiro).

Segundo a delação, foi negociado diretamente com Duque o pagamento R$ 50 milhões ou R$ 60 milhões em propinas, que teriam sido pagas entre 2008 a 2011. Nos trechos destacados por Teori, constam também depoimentos que Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef deram à Justiça, dizendo que o mesmo esquema criminoso que desviava de 2% a 3% dos contratos da diretoria de Abastecimento também funcionava em outras diretorias.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave