Tesouro coloca menos dinheiro no BNDES, e os juros vão subir

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sinalizou que as transferências da União para bancos públicos serão reduzidas, no esforço do governo de reduzir gastos e reequilibrar suas contas

iG Minas Gerais |

Luciano Coutinho disse que ainda não sabe data para alta do juro
Antonio Cruz/ABr – 8.5.2013
Luciano Coutinho disse que ainda não sabe data para alta do juro

BRASÍLIA. O governo autorizou nesta quarta o repasse de R$ 30 bilhões do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A decisão veio em medida provisória que também autoriza o uso de superávit financeiro das fontes de recursos do Tesouro para cobertura de despesas primárias obrigatórias.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que esse empréstimo será usado para fechar a demanda do ano para compra de máquinas, equipamentos, ônibus e tratores, e que no próximo ano esse repasse será menor.

Para se adaptar à realidade de menos aportes do Tesouro diante de uma nova política fiscal, o BNDES elevará suas taxas de juros. Segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho, quanto e quando as taxas subirão ainda será definido. “Haverá impacto no custo final dos empréstimos”, disse.

“O aumento de juros será compatível com a taxa de retorno dos projetos. O objetivo não é inviabilizar investimentos, é atender à orientação da política econômica. Haverá aumento de maneira compatível com a taxa de retorno dos projetos”, completou o presidente do BNDES.

As mudanças no BNDES serão feitas com ajustes na política operacional, que já passou por mudanças no início deste ano, afirmou.

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sinalizou que as transferências da União para bancos públicos serão reduzidas, no esforço do governo de reduzir gastos e reequilibrar suas contas.

Entenda. O Tesouro se endivida no mercado para repassar dinheiro ao BNDES, que usa os recursos para financiar empresas, cobrando taxas menores. A diferença entre os juros que o Tesouro paga para captar recursos e os juros cobrados das empresas pelo banco acaba pesando nas contas da União.

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