Crédito imobiliário crescerá 5%

Resultado é bem menor do que o previsto no início de 2014, cuja expectativa era alta de 15%

iG Minas Gerais |



Crédito imobiliário menor em 2014 foi resultado do PIB mais baixo
LEO FONTES / O TEMPO - 14/08/09
Crédito imobiliário menor em 2014 foi resultado do PIB mais baixo

SÃO PAULO. Os financiamentos imobiliários no país deverão chegar ao fim de 2014 com um crescimento pouco acima de 5% em relação a 2013. As estimativas são do presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octavio de Lazari Junior. O resultado é menor do que o previsto inicialmente pela associação, que anunciou no início de 2014 a expectativa de uma alta na faixa de 15% no acumulado do ano.

Por outro lado, o volume de financiamentos baterá o recorde de 2013, quando o montante totalizou R$ 109,2 bilhões. Segundo Lazari, o crescimento abaixo do previsto neste ano resulta do baixo desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do país, influenciado também pelo elevado grau de disputa na corrida eleitoral para a Presidência da República, que deixou empresários e consumidores inseguros em relação aos rumos da economia brasileira.

“Com todos os percalços, ainda será um ano bom, poderoso”, disse Lazari, em entrevista durante evento sobre perspectivas para o mercado imobiliário realizado nesta quarta. “O PIB baixo atrapalhou, principalmente para as empresas fazerem os seus investimentos”, disse o presidente da Abecip. .

Bom preço em contagem. O índice da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (FipeZap Ampliado), que acompanha o preço dos imóveis em 20 cidades brasileiras, acumula alta de 6,35% em 2014. Esse valor é 0,68 ponto percentual superior ao IPCA do período (considerando a expectativa de inflação no mês de novembro apurada pelo boletim Focus/Banco Central). Ou seja, o quadro dos últimos meses se mantém: o preço médio dos imóveis apresenta pequeno aumento real neste ano.

O preço do m² perde para a inflação. Mas a boa notícia é que Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, apresentou o menor preço (R$ 3.362) das 20 cidades pesquisadas. A cidade com o m² mais caro continua sendo o Rio de Janeiro (R$ 10.847) seguida de São Paulo (R$ 8.323).

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