Quem tem acesso à rede aprova serviço

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |

Crack, álcool, cocaína, maconha, não importa que droga seja utilizada. Quem chega a um Centro de Referência em Saúde Mental – álcool e outras drogas (Cersam-AD) de Belo Horizonte não é abordado pelo entorpecente que usa, mas pelo que está por trás da dependência. “Todo consumo de drogas é impulsionado por algo. Buscamos fortalecer o sujeito na sua integralidade”, diz a gerente da Cersam-AD Nordeste, Carmen Cadete Gomes.

É nesse espaço que C.V., 38, tem encontrado saída para escapar do vício. Usuário de drogas há 20 anos – incluindo o crack –, ele conta que a família já recorreu a vários tratamentos para a dependência, mas sempre recaía. “Já estive em clínicas que, por mês, cobraram R$ 8.000. Mas me identifiquei mais com o Cersam-AD, pela autonomia e respeito que a gente tem. É um espaço de convívio comum, só que sem droga”, comenta. O modelo do Cersam-AD, o mesmo do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD), oferece atendimento multidisciplinar, com psiquiatra, assistente sociais, enfermeiros etc. Nas unidades Pampulha e Barreiro, há quatro leitos noturnos de cuidados intensivos em cada. Já o Cersam-AD Nordeste está em fase de habilitação para atuar 24 horas.

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