Moradores defendem venda

Ela relata que, além da ação dos flanelinhas na rua antes das partidas, lixo e urina tomam conta da região após os jogos

iG Minas Gerais | bernardo miranda |

Moradores dos bairros no entorno do Mineirão defendem a volta da venda de bebidas alcoólicas dentro do estádio para resolver os problemas vivenciados em dias de jogos. A principal alegação é que o único beneficiado pela medida é a Minas Arena, consórcio que administra o Mineirão, já que quem sofre os impactos dos torcedores que continuam bebendo do lado de fora são os moradores.  

“A proibição da venda de cerveja no Mineirão beneficia só a Minas Arena, porque ela e o clube são os responsáveis pelo evento, mas quem sofre com os bêbados somos nós, moradores. Enquanto o estádio e a esplanada ficam protegidos com as grades, os milhares de torcedores passam horas fazendo churrascos e bebendo no portão das nossas casas”, reclama a funcionária pública Taís Cunha, 57, moradora do bairro São José, na região da Pampulha, há 33 anos.

Ela relata que, além da ação dos flanelinhas na rua antes das partidas, lixo e urina tomam conta da região após os jogos. “A programação da minha vida depende da tabela dos campeonatos. Em dias de jogos, fico impossibilitada de qualquer visita. Tenho que sair de casa se quiser sossego. Mesmo com jogo de público pequeno, tenho os mesmos problemas”, diz.

Entenda. A proibição de cerveja nos estádios do Brasil foi instituída pelo Estatuto do Torcedor. O texto prevê que o torcedor não pode entrar nos estádios ingerindo bebida alcoólica nem portar “bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”.

Apesar disso, um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais libera a venda de cerveja nos estádios até o início do segundo tempo. 

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