Alunos calculam CO2 que geram

Calculadora indica árvores que precisam ser plantadas para compensar poluição gerada

iG Minas Gerais | BERNARDO ALMEIDA |

Lição. 
Estudantes e funcionários da Fundação Salvador Arena já plantaram 5.000 mudas no projeto
Divulgacao / CEFSA
Lição. Estudantes e funcionários da Fundação Salvador Arena já plantaram 5.000 mudas no projeto

Calculadoras de carbono são instrumentos que medem a quantidade gerada de gás carbônico (CO2) pelos indivíduos e empresas no dia a dia. É uma ferramenta que determina quantas árvores devem ser plantadas para compensar a emissão do poluente nos mais diversos casos. Para adaptar o mecanismo ao perfil de seus 2.500 alunos, o Centro Educacional da Fundação Salvador Arena (Cefsa), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, desenvolveu uma calculadora de carbono própria.  

Em vez de cálculos em Kw/h ou de quilômetros rodados, o trabalho dos departamentos de Física e Matemática do Cefsa converteu as medidas em horas gastas com cada aparelho e tempo no trânsito. “Como muitos alunos são pequenos, simplificamos a medida em tempo para ficar legível para todos. Para isso, professores fizeram pesquisa, por exemplo, de velocidade média na região metropolitana de São Paulo”, explica o professor de filosofia Pablo Carneiro.

Ele é o coordenador do programa chamado CEFSA Solidário, que desde 2010 realiza iniciativas temáticas anuais. “O conteúdo é trabalhado em sala de aula de diferentes maneiras, de acordo com a disciplina, como biologia, matemática e geografia”.

Neste ano, a tema escolhido foi meio ambiente, e o projeto recebeu o nome de Pegada Ecológica. Já foram plantadas mais de 5.000 mudas de árvores por estudantes e funcionários da instituição em uma estação agroambiental da cidade. Em média, seis árvores conseguem capturar uma tonelada do gás do ambiente.

Além de determinar quantas árvores serão necessárias para repor a produção de gás carbônico de cada pessoa, a calculadora produz um gráfico com o percentual de cada atividade (energia elétrica, transporte e produção de resíduos) na formação do CO2. Também faz recomendações sobre mudanças de hábito para reduzir o índice. “Fast food e refrigerante produzem resíduos, que aumentam a emissão do gás no ambiente, algo que muitos alunos não sabiam”, diz o professor Pablo Carneiro.

O cálculo da estudante do 3º ano Rafaella Carballo, 17, revelou que a jovem teria que plantar cinco árvores, mesmo número do pai dela. Ela conta que a ferramenta já alterou algumas tarefas em casa. “Fizemos algumas mudanças para reduzir o consumo de energia. Passamos a tirar os objetos da tomada, exceto a geladeira; não deixamos mais o computador em modo de espera e também adotamos a coleta seletiva”.

A cada ano, uma nova missão social A Pegada Ecológica é a quarta edição do projeto Cefsa Solidário, em que os estudantes realizam atividades extracurriculares para ajudar a comunidade. Nos anos anteriores, eles visitaram uma casa de amparo a crianças em situação de risco, depois uma casa de idosos e, no ano passado, uma instituição educacional para cegos. Depois da visita, a comunidade acadêmica passa a planejar o que pode fazer para ajudar. “Incentivamos o protagonismo juvenil do início ao fim”, conta o professor Pablo Carneiro. Os projetos não são avaliados em nota, o que não representa problema de estímulo, ainda de acordo com Carneiro.

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