Fisiologia não ajuda muito

iG Minas Gerais | Abigail Zuger |

Nova York, EUA. A fisiologia da obesidade é capaz de inviabilizar relações sexuais. Diabetes e doenças cardíacas podem interromper o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais e interferir no desempenho. Todo aquele estrogênio circulando tem o poder de bagunçar os ciclos menstruais das mulheres e inibir o desejo sexual dos homens.

Fatores puramente mecânicos também contribuem – relatórios de urologistas mostram mais e mais casos de “síndrome do pênis enterrado” com a gordura da região do baixo abdômen encapsulando o órgão e, em circunstâncias extremas, fazendo com que ele inverta para dentro do corpo). Ligações complicadas entre a autoimagem das mulheres e a saúde sexual conseguem comprometer ainda mais esse lado da conexão.

Ativistas que pregam a aceitação do peso vão se queixar, com toda razão, de que Varney não inclui entrevistas com pessoas grandes excepcionalmente saudáveis e felizes. Em vez disso, ela decide seguir na direção oposta, o ambiente da “pornografia extragrande” de Las Vegas, onde uma estrela de meia-idade chamada Sammee sofre fisicamente, torturada pelos joelhos latejantes e pelas veias varicosas, e ganha a vida exibindo os seus quadris de mais de dois metros de circunferência.

É nesse capítulo bem peculiar que a autora – ela própria uma jovem elegante – perde a sua postura científica e entra no caminho do jornalismo de voyeur. Ela não consegue mais recuperar o equilíbrio, e a seção final analisa o impacto da cirurgia para perda de peso sobre o sexo e o casamento. 

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