Imaginação para resolução de problemas sociais

Utilizando recursos como entrevistas e reconstituição da cena que originou a briga, o vídeo revela que tudo poderia não passar de um mal-entendido

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Alunos de Gouveia e Igor Amin em praça, depois de uma oficina
Tv cocriativa / divulgação
Alunos de Gouveia e Igor Amin em praça, depois de uma oficina

Depois de um mês ofertando oficinas de produção de vídeos a estudantes de 13 cidades do Vale do Jequitinhonha, o produtor Igor Amin alega que não faltam boas histórias para contar. A maioria delas, no entanto, nem precisa de muita descrição, pois pode ser vista por meio dos vídeos produzidos pelos oficineiros – já disponíveis no canal youtube.com/tvcocriativa. O conceito do projeto envolvia incitar os jovens a pensar nos problemas que os incomodavam em suas cidades e retratá-los em vídeo. “Assim eles acabam pensando em soluções”, afirma Amin.

Uma das ideias mais originais veio dos participantes de São Gonçalo do Rio Preto. Eles ponderaram que a cidade tinha muitos pontos turísticos interessantes, como edifícios antigos e cachoeiras, mas, por falta de sinalização e divulgação, eram desconhecidos de muitos moradores.

A fim de sanar esse problema, os alunos tiveram a ideia de criar um metrô que levasse as pessoas a esses pontos turísticos. Proposta que dificilmente seria levada a cabo em um município com pouco mais de 3.000 habitantes, mas em vídeo tornou-se possível. “Queríamos valorizar o patrimônio cultural e ambiental, pois é importante que as pessoas conheçam o que tem de importante por aqui”, afirma Luisa Gabriele Oliveira Silva, 14, uma das idealizadoras do vídeo, que contou com recursos de animação para criar o trem.

A estudante conta que ficou entusiasmada desde o anúncio da oficina, em sua escola. Devido ao grande número de interessados, a professora resolveu fazer um sorteio. Por sorte, ela foi escolhida. “Mesmo antes de participar, eu já achava muito interessante tudo relacionado a vídeo e não queria perder”, diz.

Achou tão legal que relembra facilmente algumas regras aprendidas. “Os três dias foram muito divertidos e hoje sei da importância do enquadramento e de se posicionar bem na hora das filmagens”, afirma.

Violência. Em Alvorada de Minas, um crime, acontecido dias antes da oficina, foi o mote para a realização de um vídeo. Uma mulher brigou e esfaqueou uma outra por causa de uma fofoca transmitida para moradores da cidade via Whatsapp. Impressionados pela acontecimento, os estudantes tiveram a ideia de remontar o caso por meio de um reportagem policial.

Utilizando recursos como entrevistas e reconstituição da cena que originou a briga, o vídeo revela que tudo poderia não passar de um mal-entendido. “O vídeo mostra como os alunos são capazes de se sensibilizarem com fatos da sociedade ao redor deles e de traduzir isso em conteúdo de vídeo. Dessa forma, promovem a reflexão não só entre eles, mas em toda comunidade uma vez que, como esperávamos, esses vídeos viralizaram entre os moradores”, diz Amin.

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