Justiça nega pedidos para libertar presos da Lava Jato

Relator do caso no tribunal, João Pedro Gebran Neto, considerou que há sim risco à ordem pública, já que há indícios de que os suspeitos atuavam em outras estatais além da Petrobras

iG Minas Gerais | da redação / folhapress |

PR - OPERAÇÃO LAVA JATO/RENATO DUQUE/PRISÃO/STF - POLÍTICA - Renato Duque, ex-diretor de Serviços da   Petrobrás, deixa a sede da Superintendência   da Polícia Federal em Curitiba(PR) onde   estão presos os envolvidos na Operação Lava   Jato.  O ministro Teori Zavaski, do Supremo   Tribunal Federal (STF), atendeu na noite de   ontem(02) o pedido da defesa de Duque para   revogar sua prisão preventiva.    03/12/2014 - Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO
ESTADÃO CONTEÚDO
PR - OPERAÇÃO LAVA JATO/RENATO DUQUE/PRISÃO/STF - POLÍTICA - Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobrás, deixa a sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba(PR) onde estão presos os envolvidos na Operação Lava Jato. O ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu na noite de ontem(02) o pedido da defesa de Duque para revogar sua prisão preventiva. 03/12/2014 - Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou nesta quarta-feira (3) os pedidos de libertação de três suspeitos presos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Pediam habeas corpus o vice da empresa Engevix, Gerson de Mello Almada, o funcionário da OAS José Ricardo Breghirolli e o diretor-presidente da área internacional de petróleo e gás da OAS, Agenor Franklin Medeiros.

As defesas argumentaram que a Justiça está sendo pressionada a julgar conforme o apelo da opinião pública e que não havia perigo de fuga. Também defenderam que o juiz Sergio Moro, da primeira instância, não havia individualizado as condutas dos presos.

Os pedidos foram rejeitados por unanimidade. O relator do caso no tribunal, João Pedro Gebran Neto, considerou que há sim risco à ordem pública, já que há indícios de que os suspeitos atuavam em outras estatais além da Petrobras. Ele afirmou ainda que nunca houve no Brasil um caso dessa dimensão.

A mesma turma do Tribunal Regional negou ainda um pedido de trancamento de ação penal feito por três empregados do doleiro Raul Henrique Srour, que também foi investigado na operação da PF.

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