Assistente de Bernardinho terá agenda apertada na Superliga

Rubinho pretende ir a todas as sedes da competição para acompanhar treinos e jogos das equipes participantes

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Rubinho, assistente técnico da seleção brasileira, fez muitas anotações no jogo UPCN x Trentino
JOAO GODINHO/ O TEMPO
Rubinho, assistente técnico da seleção brasileira, fez muitas anotações no jogo UPCN x Trentino

Enquanto a bola subia durante um dos jogos do Sada Cruzeiro dentro do ginásio do Riacho, em Contagem, uma figura conhecida no mundo do vôlei  se posicionava ao fundo da quadra, de forma discreta, com a companhia do computador no colo.

Ali entravam todas as informações que Rubinho, assistente técnico de Bernardinho na seleção brasileira masculina, colhia durante a partida. Após muita observação e conversas com membros dos dois times, ele retornou para o Rio de Janeiro para incluir tudo que viu em um relatório.  No entanto, o dinamismo da sua função exige que, em muitas das vezes, seu destino direto não seja  a Cidade Maravilhosa e sim uma outra sede da Superliga. “Minha intenção é acompanhar os treinos e jogos de todos os times. Pretendo ficar três dias em cada cidade. Neste período, consigo ver os treinos dos dois times, além das partidas. Se fosse somente aos jogos, a observação ficaria muito limitada”, comenta Rubinho, que tem a oportunidade de ver de perto jovens talentos de muitos times brasileiros.

No jogo do atual campeão brasileiro em que ele compareceu, muitos poderiam achar que o azar o acompanhou, já que o técnico Marcelo Mendez colocou em quadra muitos jogadores reservas, como o oposto Paulo Victor, o ponta Kadu e o levantador Fernando Cachopa.

Os titulares Wallace, Leal e William foram poupados, abrindo espaço para quem não costuma estar na escalação inicial. Kadu e Cachopa, por exemplo, fazem parte da nova geração formada pelo Sada Cruzeiro no CT do Barro Preto.

“Pra mim, foi ótimo, pois tenho a chance de ver jogadores jovens como titulares. Em uma outra situação, eles estariam no banco e eu teria os visto jogando somente nos treinos, em um contexto completamente diferente”, aponta.

O acompanhamento de Rubinho nos jogos já é rotineiro. “Nesta temporada, estou ampliando as observações. Os clubes autorizaram a nossa presença nos treinos e esse intercâmbio é muito positivo. Passamos para os treinadores, jogadores e comissões técnicas parte da nossa experiência em nível internacional e eles nos ajudam com informações de jogadores que estão tão perto de nós no dia a dia”, relata.

Viagens para Europa na agenda. Ao tempo tempo em que seu trabalho está voltado para a Superliga, Rubinho não deixa de acompanhar  brasileiros fora do país. A TV é uma grande aliada, mas ele também viaja para o Velho Continente.

Neste destino, ele aproveita para falar com o máximo de atletas possíveis. Uma viagem para a Itália, por exemplo, rende conversas com o levantador Bruninho, do Casa Modena, com o oposto Renan, do Ravenna e com o líbero Mário Júnior, do Piacenza. Outro destino é a Polônia, onde joga o ponta Lucas Lóh, ex- Minas.

"Também fazemos análises por vídeos. Mas é sempre bom ter contato direto com esse pessoal. Aproveito para ver jogos da Champions, onde atuam alguns dos grandes jogadores do mundo. Eles, certamente, serão nossos adversários no ano que vem", aponta Rubinho.

Não cai na colo. A presença na seleção brasileira leva em conta todo um processo com o grupo. Aos poucos, os 'novatos' vão se encaixando no elenco, ganhando experiência e novas oportunidades.

"Sempre estamos em busca de peças novas. Por isso minha presença nos jogos para saber em quem investir. Quem chega no adulto nunca vem direto. São atletas que já estão conosco há algum tempo, flutuando pela seleção B ou sub-23. A interação gradativa ajuda na hora de atuar em outro nível. O espaço aparece de forma crescente", analisa.

Tal situação já aconteceu com Lóh e Renan, que já acumulam convocações recentes de Bernardinho, ganhando experiência a cada chamado.