Sininho e dois ativistas têm prisão preventiva decretada no Rio

Trio teria descumprido medida cautelar que os proibia de ir em manifestações

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A ativista Elisa Quadros Pinto Sanzi, 28 anos, conhecida como Sininho, foi detida em Porto Alegre antes da final da Copa
Fernando Frazão/ Agência Brasil
A ativista Elisa Quadros Pinto Sanzi, 28 anos, conhecida como Sininho, foi detida em Porto Alegre antes da final da Copa

Os ativistas Elisa Quadros, conhecida pelo apelido de Sininho, Igor Mendes da Silva e Karlayne Pinheiro, conhecida pelo apelido de Moa, tiveram suas prisões preventivas decretadas nesta terça-feira (3), no Rio de Janeiro, por ordem da Justiça. O decreto de prisão foi assinado pelo juiz da 27ª Vara Criminal da Capital, Flavio Itabaiana.

De acordo com a medida, os três descumpriram medidas cautelares impostas por um habeas corpus concedido em agosto, pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que impedem que eles participem de manifestações. Segundo o Tribunal de Justiça (TJ-RJ), os ativistas participaram de um protesto na Cinelândia, em frente à Câmara dos Vereadores.

“O descumprimento de uma das medidas cautelares impostas aos réus em substituição à prisão demonstra que a aplicação das referidas medidas cautelares se mostra insuficiente e inadequada para a garantia da ordem pública, tendo em vista que os acusados insistem em encontrar os mesmos estímulos para a prática de atos, da mesma natureza, daqueles que estão proibidos”, relata o magistrado em sua decisão.

Os três, e mais 20 denunciados, respondem pelo crime de formação de quadrilha armada. Em agosto, a 7ª Câmara Criminal concedeu habeas corpus aos réus, permitindo que eles aguardem em liberdade o julgamento da ação penal. Entre as medidas cautelares que devem ser cumpridas, estão o comparecimento regular ao juízo e a proibição de participar de manifestações. Eles também não poderão se ausentar do país.

O avogado Marino D´Icarahy, que representa os três ativistas, argumentou que o evento apontado pela Justiça não se tratava de um protesto, mas sim de uma exposição cultural. Ele criticou o pedido de prisão e disse que pedirá a suspeição do juiz Itabaiana.

"Nós vamos desmontar a farsa que foi montada pelo Estado, na hora certa, no processo. Estamos tendo que interromper o que estamos fazendo para dar conta de mais esta arbitrariedade deste decreto prisional. Vamos pedir a suspeição deste juiz. Porque não é mais possível admitir tamanho arsenal de arbitrariedades que ele comete toda hora no processo, desrespeitando o devido processo legal, o direito à ampla defesa e o direito ao contraditório", destacou D´Icarahy.

Os ativistas têm julgamento marcado no TJ para o próximo dia 16, quando serão ouvidas as primeiras testemunhas de acusação.

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