Após tumulto, Lobão é liberado para acompanhar votação

Cantor tentou acompanhar a sessão que discute a manobra fiscal do governo para fechar as contas do ano

iG Minas Gerais | DA REDAÇÂO |

rui mendes/divulgação
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Apesar de o Congresso ter restringido o acesso do público para a sessão que discute a manobra fiscal do governo para fechar as contas do ano, o cantor Lobão conseguiu autorização para circular pela Casa.

Ele, no entanto, acabou barrado no corredor que dá acesso à Presidência da Câmara e ainda não conseguiu chegar às galerias do plenário, que permite ao público acompanhar as votações. O local foi fechado depois da confusão que provocou o adiamento da sessão de ontem que discutiu a proposta.

"Indignado com um golpe" que seria praticado pelo governo, o músico afirmou que vai negociar com líderes do Congresso a liberação dos manifestantes. Ele disse que, se não for atendido, vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Na manhã desta quarta-feira (3), a sessão começou com as galerias vazias e os manifestantes retidos na chapelaria do Congresso --entrada principal do Legislativo--, barrados por seguranças.

Questionado pela reportagem, um segurança do Congresso justificou a entrada do músico porque ele é "artista e cidadão de bem".

O cantor rebateu essa tese. "Se eu entro, todo mundo tem que entrar", defendeu.

Na entrada principal do Congresso, um grupo de 80 manifestantes tentava ter acesso às galerias do plenário para acompanhar a votação.

A chegada de Lobão, que se tornou um dos símbolos da oposição ao governo do PT nas eleições de 2014, foi bastante aplaudida. Na disputa, ele chegou a avisar que deixaria o país se a presidente Dilma Rousseff fosse reeleita, mas não cumpriu a promessa.

Ele disse que ficou revoltado com a truculência da Polícia Legislativa na sessão desta terça-feira (2), que começou a discutir a proposta, mas acabou adiada depois de tumulto com manifestantes e parlamentares da oposição.

O cantor afirmou que decidiu vir a Brasília depois que a "coisa se agravou dessa forma de violência e arbitrariedade, impedindo a população de entrar. O povo tem que entrar. É imoral alguma coisa decidida sem o povo na casa do povo", afirmou.

Para ele, o projeto que permite ao governo descumprir a meta de economia para pagar juros da dívida pública em 2014, o chamado superavit primário, é um golpe. "É inadmissível e o povo não vai deixar acontecer", afirmou.

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