Wagner é cotado para o Ministério das Comunicações

Secretaria de Comunicação Social poderá ter protagonismo baiano

iG Minas Gerais |

Mudanças. Jacques Wagner, que encerra mandato no fim do mês, é um nome forte para assumir a pasta
Marcello Casal JR/ABr
Mudanças. Jacques Wagner, que encerra mandato no fim do mês, é um nome forte para assumir a pasta

BRASÍLIA. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que encerra o mandato no fim do mês, agora está sendo cotado para assumir o Ministério das Comunicações, que passaria a também a gerir toda a verba de publicidade do governo, hoje administrada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).

Nessa nova configuração, o gabinete do ministro poderia ser transferido para dentro do Planalto, onde fica a Secom. Jaques Wagner também já foi cotado para Relações Institucionais, Casa Civil, Desenvolvimento e Secretaria Geral da Presidência.

Sabendo que seu espaço diminuirá no novo ministério da presidente, o PT trabalha para não perder pastas estratégicas para as demais siglas da base aliada. No fim de semana, no encontro do Diretório Nacional, em Fortaleza, a composição do governo dominou as conversas. O presidente do PT, Rui Falcão, saiu da reunião com a função de negociar com a presidente Dilma os pedidos dos petistas na Esplanada.

Prioridades. Além das Comunicações, o PT também não abre mão da Saúde e, para garantir seu controle, já defende a manutenção de Arthur Chioro no cargo. Quanto à Educação, a única forma de o PT aceitar entregá-lo a outro partido é que o indicado seja o governador do Ceará, Cid Gomes (PROS), que assegurou a eleição do petista Camilo Santana.

No entanto, Cid vem dizendo que prefere ficar um período no Banco Mundial e trabalha pela indicação do irmão Ciro Gomes. O PT e o Planalto, no entanto, relutam em aceitar Ciro, sobretudo pelo temperamento instável.

O PT calcula sua participação no governo pesando a geografia das correntes e o desempenho da legenda nos estados.

Com isso, defendem dirigentes do partido, a Esplanada deveria ter um petista do Rio e outro de Minas. O grupo do governador eleito em Minas Gerais, Fernando Pimentel, trabalha para emplacar o nome do deputado Reginaldo Lopes em alguma pasta.

Pelo Rio de Janeiro, o nome do deputado Alessandro Molon agrada a presidente Dilma Rousseff.

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