Zetra tem tecnologia mineira para mercado de consignado

Sem o sistema oferecido pela empresa, concessão do crédito pode demorar de dois a cinco dias

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Harmonia. O engenheiro eletricista e fundador da Zetra, Renato Araújo, e a cadela mascote Gugolina, na sede da empresa, em Belo Horizonte
Mariela Guimarães
Harmonia. O engenheiro eletricista e fundador da Zetra, Renato Araújo, e a cadela mascote Gugolina, na sede da empresa, em Belo Horizonte

O crédito consignado, de acordo com dados do Banco Central, evoluiu de R$ 7 bilhões emprestados em 2005 para R$ 245 bilhões neste ano. E é nesse mercado vigoroso que a mineira Zetra está atuando ao apresentar uma solução de tecnologia inovadora para auxiliar os bancos na hora de emprestar o dinheiro. “Quando o crédito consignado nasceu, faltava um tipo de solução para um detalhe operacional que nós acabamos resolvendo”, conta o presidente da Zetra, Renato Araújo, 50, que vai ver a sua empresa crescer 25% neste ano. Em 2013, a Zetra faturou R$ 32 milhões. O executivo explica que, para o crédito consignado funcionar, o banco tem que informar para a folha de pagamento de empresas públicas ou privadas que a instituição emprestou dinheiro para um funcionário. Então, essa informação tem que chegar à folha de pagamento para que possa ser feito o desconto. “Mas esses sistemas não conversavam entre si e, por isso, no início dessa modalidade de crédito, essa troca de informação era feita por papel”, conta. É nesse ponto que o trabalho da Zetra entra em cena. “O que o nosso sistema faz é substituir essa comunicação. Em alguns casos, é por troca de e-mail”, conta Araújo sobre as informações online. Sem o programa da Zetra, esse procedimento entre banco e órgãos diversos pode demorar de dois a cinco dias. O sistema da Zetra, que funciona na internet, é instalado no órgão que tem a folha de pagamento. Assim, o órgão alimenta o sistema com as informações de que o banco precisa. “Mensalmente ele cadastra o quadro de funcionários, e o banco, quando vai oferecer empréstimo, faz a consulta a esse banco de dados”, explica. A forma de cobrança da Zetra é por cada desconto efetivado na folha de pagamento. “Se o funcionário faz um empréstimo de 24, 30, até 90 parcelas, nós cobramos por cada uma dessas parcelas que é descontada na folha de pagamento”. A média é R$ 1,50 por cada parcela de contrato. O sistema da Zetra já passou por cerca de 200 folhas de pagamento que detém 2,5 milhões de pessoas. “Desses, 50% teve ou tem algum tipo de crédito”, afirma. Dentre os 200 clientes e gestores de folhas de pagamento estão órgãos e empresas privadas – Forças Armadas, tribunais e faculdades. “O sistema funciona sozinho, nós não avaliamos nenhuma folha. O programa faz tudo, conversa com a folha e oferece as informações para o banco”, diz. E a perspectiva de crescimento do consignado, de acordo com Araújo, está nas empresas privadas. 

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