Quem viver verá...

iG Minas Gerais |

Sou contra a reeleição para cargos do Executivo e a favor do mandato de seis anos. Depois desse período, em minha opinião, o ex-presidente não poderia ser mais nada, como é nos Estados Unidos. Quando muito, se quisesse fazer alguma coisa, poderia ser conferencista de assuntos incompreensíveis ou lobista para assuntos ocultos e condenáveis, como o ex-Luiz. Mas, como tudo neste mundo, a reeleição tem lá suas vantagens – intrínsecas, por sinal. Vejamos como é isso na prática: quando o vaidoso e culto sociólogo FHC mudou a regra do jogo, que era de um tempo só, criando o segundo tempo, muita gente aceitou a continuísta ideia por conveniência. Afinal, depois de Sarney e Collor, se não fosse ele, seria o inefável Luiz, e dos males, o menor... A face oculta da reeleição em países subdesenvolvidos é a corrupção. Corrupção, desde que o mundo é mundo, é subproduto da vaidade e da ambição. FHC montou no cavalo arreado por Itamar Franco, que, além de tudo, teve de lutar muito para que ele deixasse a boa vida de viageiro, como ministro das Relações Exteriores, para assumir o Ministério da Fazenda e implantar o Plano Real, antes que a inflação se transformasse mesmo em dragão e incendiasse o país com seus bafos de labaredas. O segundo mandato de FHC foi o tempo das miniprivatizações de algumas empresas estatais. O Estado em si é idiota, não sabe fazer nada, sua função é organizar o povo em sociedade e, quando extrapola dessa competência, dá no que deu aqui. Aconteceu o que todo mundo previu, como disse, aliás, o advogado de um dos ladrões da Petrobras: neste país não se coloca um paralelepípedo no chão sem pagar propina. Nesse cavalo arreado, a seita chamada PT montou e não só chicoteou como esporeou o cavalo. Mas o tempo começa a mostrar ao povo trabalhador do Brasil que trabalhadores somos todos nós, que vivemos às nossas custas, e não só aqueles mais humildes que exercem serviços braçais e que hoje, ganhando R$300 por mês, constituem a nova classe média brasileira. Como mentem esses petralhas da cúpula! Todo mês anunciam um número menor de desemprego no país. Mudam os números, mas não mudam os métodos da medição. Para quem não sabe, principalmente para os gringos, o Brasil vive o pleno emprego... Mentira: é que todo aquele que recebe qualquer tipo de “bolsa” é considerado empregado... Mas o tempo político parece que vai mudar. Cadê o ex-Luiz? Sumiu... E sumiu porque Dona Dilma está afirmando, na intimidade, que não quer mais saber de palpiteiros perto dela e que vai governar com a base aliada. E faz ouvido de mercador para assuntos pendentes e desimportantes como mensalão, petrolão, Rosemary, Lulinha, marolinha, como disse o profeta etc. Para quem não soube de nada, e não quer saber, nada melhor que ganhar uma reeleição que liberta. Dona Dilma não só ganhou a eleição, ganhou também uma carta de alforria. Se tiver personalidade e quiser usar... Em tempo de murici, cada um que cuide de si, e Deus nos acuda.

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