No segundo jogo com a presença de Jaqueline, Minas conquista segunda v

Assim como no seu jogo de estreia, ponteira bicampeã olímpica atuou pouco, mas o suficiente para mostrar suas credenciais à torcida

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

ESPORTES - BELO HORIZONTE MG - BRASIL - 2.12.2014 - SUPERLIGA FEMININA DE VOLEI - Minas x Maranhao - Partida realizada na Arena Minas em Belo Horizonte MG. 
Foto: Douglas Magno / O Tempo
douglas magno
ESPORTES - BELO HORIZONTE MG - BRASIL - 2.12.2014 - SUPERLIGA FEMININA DE VOLEI - Minas x Maranhao - Partida realizada na Arena Minas em Belo Horizonte MG. Foto: Douglas Magno / O Tempo

O contato que a torcida do Camponesa-Minas tanto queria com a ponta Jaqueline, maior contratação do time para a temporada, finalmente aconteceu na noite desta terça-feira, na Arena Minas, em Belo Horizonte. Contra o Maranhão-Cemar-MA, ela atuou somente no segundo e quarto sets, contribuindo para a vitória por 3 a 1 (21/25, 25/19, 25/ e 25/15).

O ponto final foi dela, que começa a mostrar maior entrosamento com as companheiras.

Depois de ser apresentada aos fãs no intervalo do jogo contra o Rexona-Ades-RJ e de estrear oficialmente na última rodada, fora de casa, contra o São José dos Campos-SP, Jaque pôde, enfim, atuar diante da torcida mineira. Agora, o Minas soma duas vitórias na Superliga feminina. Coincidência ou não, os dois triunfos vieram após a participação de Jaqueline em quadra.

Mas isso aconteceu somente no decorrer da partida, já que a jogadora ainda busca estar na melhor forma física e técnica. Seu nome foi até gritado no início do segundo set, quando as coisas não estavam boas para as donas da casa. Mas o técnico Marco Queiroga preferiu esperar para lançar mão de sua principal jogadora.

“Começamos bem, mas errando nos contra-ataques. Elas ganharam confiança e nos incomodaram nos saques. Foi somente no segundo set que nossa recepção e os contra-ataques se acertaram. Foi bom para tirar a pressão de ainda não ter vencido dentro de casa”, avalia Queiroga. 

No primeiro set, o equilíbrio tomou conta. A troca de pontos foi constante e a diferença no placar mínima. A parcial teve muitos contra-ataques criados (e desperdiçados) pelos dois lados, graças a um bom volume de jogo. O time nordestino precisou do bloqueio para abrir vantagem de dois pontos, já na reta final do set, antes de fazer 1 a 0, para a alegria de uma torcida pequena, mas barulhenta.

No começo do segundo set, o Maranhão abriu 6 a 2, novamente com boa participação do bloqueio. A torcida pediu Jaque, mas a mudança que veio foi na posição de líbero. Tika deu lugar a Laís, que deu mais consistência ao time.

Nos erros de passe das visitantes, o Minas conseguiu a virada e chegou a fazer 14 a 10.  O Maranhão buscou a reação, novamente com bons pontos de bloqueio. Mas o Mina segurou a frente no marcador e contou com a presença de Jaqueline para empatar o duelo.

Com Jaque de volta ao banco no terceiro set, o Minas começou a etapa com Carla indo bem nos ataques. O Maranhão deixou o ritmo cair, principalmente na parte defensiva. Com o passe quebrado e o Minas virando as bolas, o time da casa conseguiu abrir boa margem no placar, como nos 9 a 6 e 15 a 8.  O descontrole das visitantes rendeu um cartão vermelho e muita reclamação pra cima da arbitragem.  A virada foi questão de tempo.

No quarto set, o Minas não quis perder a chance de somar mais três pontos. Apesar do passe continuar inconstante, o Maranhão seguiu lutando. Mas, a medida que a parcial se desenrolava, o time de São Luís parecia perder força. O Minas, que voltou a ter a presença de Jaque na parcial, aproveitou e contou com boa atuação de Carla e Mari Paraíba para fechar a partida e sair, de vez, da incômoda parte de baixo da tabela.

O próximo jogo acontece nesta sexta-feira, fora de casa, contra o Rio do Sul-Equibrasil-SC. 

Leia tudo sobre: voleijaquejaquelineminascamponesasuperliga