Milhares de manifestantes vão para as ruas no México

Mexicanos pediram saída do presidente Enrique Peña Nieto

iG Minas Gerais |

Repressão. Policiais usaram bombas para dispersar o protesto
Rebecca Blackwell/AP
Repressão. Policiais usaram bombas para dispersar o protesto

CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO. Uma manifestação contra o desaparecimento dos 43 estudantes da escola normal rural de Ayotzinapa tomou o monumento do Anjo da Independência, no centro da Cidade do México, na noite desta segunda-feira.

O protesto, que partiu do Zócalo, principal praça da capital mexicana, e reuniu milhares de pessoas, ocorreu em ocasião do aniversário de dois anos da posse do presidente Henrique Peña Nieto, que enfrenta sua pior crise de governo e uma forte queda na popularidade.

Aos gritos de “Fora Peña” e “Os levaram com vida, os queremos com vida”, os manifestantes ocuparam parte do Paseo de la Reforma. Ainda que grande parte da manifestação ocorresse de forma pacífica, quatro agências bancárias tiveram seus vidros quebrados, e tinta vermelha foi jogada sobre caixas eletrônicos. A fachada de uma empresas foi pichada com símbolos anarquistas.

As ações foram realizadas por um grupo de 300 mascarados, armados com paus e tacos de beisebol, que quebraram fachadas de lojas, restaurantes, agências bancárias e picharam canteiros da avenida. Por volta das 20h (0h no horário de Brasília), com a chegada de centenas de policiais, houve corre-corre. Bombas de efeito moral foram jogadas para dispersar o protesto e liberar o fluxo de carros da via. Ao menos quatro pessoas foram detidas.

Reforma. Nesta terça-feira, Nieto enviou ao Senado uma série de reformas constitucionais, incluindo a eliminação da polícia municipal.

Segundo a proposta, a polícia municipal de quatro dos 31 Estados mexicanos – Guerrero, Jalisco, Michoacán e Tamaulipas – será substituída em até dois anos por grupos estatais.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave