Esposa e filho de líder do Estado Islâmico são presos

Observatório Sírio disse que, em quase quatro anos, mais de 200 mil pessoas morreram no país

iG Minas Gerais |



Mulher e criança presas seriam esposa e filho de Abu Bakr al-Baghdadi
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Mulher e criança presas seriam esposa e filho de Abu Bakr al-Baghdadi

Beirute, Líbano. Autoridades libanesas prenderam a esposa e um suposto filho do líder do grupo extremista Estado Islâmico (EI). Segundo informações divulgadas por dois graduados funcionários do governo libanês nesta terça-feira, a mulher tinha sido interrogada. Um militar disse que ela e a criança foram detidas cerca de dez dias atrás, portando documentos falsos.

As duas fontes, que falaram em condição de anonimato, recusaram-se a dar mais detalhes sobre a mulher, que acreditam ser uma das esposas de Abu Bakr al-Baghdadi, o recluso líder do grupo. Segundo o oficial, a mulher é cidadã síria.

O anúncio foi feito em meio a tentativas de se chegar a um acordo para troca de prisioneiros entre autoridades libanesas, o EI e a Frente Nusra, braço da Al-Qaeda, que mantém mais de 20 soldados e policiais libaneses como reféns desde agosto. Os grupos exigem a libertação de prisioneiros islamitas mantidos por autoridades libanesas.

Na noite de segunda-feira, a Frente Nusra ameaçou matar um dos soldados mantido pelo grupo. A prisão da esposa do líder do EI pode ser usada como moeda de troca pelas autoridades libanesas para tentar libertar os soldados.

Um funcionário do Judiciário disse que o interrogatório da mulher é supervisionado pelo promotor militar do Líbano, Saqr Saqr. Ele disse também que um exame de DNA é realizado para confirmar se o menino é filho da mulher.

Mortos. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) – organização que monitora os conflitos na Síria e que é sediada em Londres, no Reino Unido – afirmou ontem que os conflitos na Síria matou mais de 200 mil pessoas durante quase quatro anos.

“Registramos a morte de 202.354 pessoas, das quais mais de 130 mil são envolvidos na guerra dos dois lados”, afirmou a organização, que tem uma vasta rede de fontes civis, militares e médicas no país.

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