Escolas terão plano de segurança para 2015 em Belo Horizonte

Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) lança Plano de Segurança Escolar (PlaSE), que pretende cercar a rede municipal de uma série de cuidados e ações preventivas

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) lançou nesta terça-feira (02) o Plano de Segurança Escolar (PlaSE), que pretende cercar a rede municipal de uma série de cuidados e ações preventivas. O projeto tem o objetivo de coibir não só a criminalidade, mas também comportamentos agressivos que levam, por exemplo, ao bullying e prejudicam o desempenho de crianças e adolescentes. Entre as medidas, está a identificação estudantil. Todos os alunos passarão a portar carteirinhas com nome e sobrenome, como funciona em muitos colégios particulares.

“Trabalhamos com sentimento de pertencimento e, quando há uma identificação, o estudante tem essa sensação de fazer parte daquele ambiente. O objetivo é garantir segurança e não dificultar a entrada deles na escolas”, disse a gerente geral do programa Família Escola da Secretaria Municipal de Educação, Juliana Melo Franco.

Monitoramento

O projeto prevê também a instalação de câmeras em todas as escolas, e não apenas em uma parcela delas, como é hoje – a Secretaria Municipal de Educação não informou quantas já têm o equipamento. Como o projeto depende de abertura de licitação para a compra das câmeras, foi considerado de “médio e longo prazo”, com execução entre 2016 e 2017.

Os guardas municipais que fazem a segurança das escolas atualmente também passarão por curso de reciclagem no próximo dia 18 para que eles se aprimorem nas formas de abordagem aos alunos e também em intervenções em áreas de maior vulnerabilidade social. “A ideia é que a gente consiga trabalhar com eles de forma contínua”, afirmou Juliana.

Com 64 páginas, o Plano de Segurança Escolar vem para organizar projetos já existentes e criar uma diretriz única a ser seguida por todas as escolas. A primeira parte do projeto é chamada de marco referencial e traz valores que devem permear o ensino e a convivência entre todoss, como tolerância, respeito à diversidade, direitos humanos, multiculturalismo e cultura de paz.

Clima escolar

Cada escola ficará encarregada de fazer uma autoanálise da convivência entre alunos, professores e demais servidores.  “É uma forma de as equipes pensarem o que acontece em relação às interações sociais, como as pessoas estão se relacionando. Uma escola com boa qualidade de relações produz mais aprendizado”, garante a especialista em educação e membro do programa Rede pela Paz da Secretaria Municipal de Educação, Eliane Vilassanti.

O PlaSE prevê também formação continuada de professores, produção de cartilhas e manuais sobre direitos humanos e direitos da criança e do adolescente, além de envolvimento de alunos e familiares em oficinas e projetos culturais.

Lançamento

O PlaSE foi lançado na manhã desta terça, pelo prefeito Marcio Lacerda e pela secretaria municipal de Educação, Sueli Baliza, com a presença de diretores de 189 escolas da capital. O projeto vale também para as Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis). “O desenvolvimento de uma cultura de paz influencia não apenas o ambiente escolar, mas a formação de crianças e adolescentes. Por isso, é tão importante a implantação de um plano como este”, disse Lacerda.

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