Cerveró volta a negar propina e reafirma que Pasadena foi bom negócio

Ex-diretor da Petrobras disse que não iria se pronunciar sobre as denúncias feitas sobre o suposto esquema de desvio de verba

iG Minas Gerais | DA REDAÇÂO |

Acareação entre dois ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró
Jefferson Rudy/Agência Senado
Acareação entre dois ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró

O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró voltou a dizer à CPI Mista que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi um bom negócio, conforme o planejamento estratégico da Petrobras, aprovado pelo Conselho de Administração da empresa. Ele reafirmou a tese de que havia um plano aprovado em 1999, indicando a necessidade de expansão do parque de refino brasileiro no exterior.

Cerveró negou ter conhecimento de esquema de corrupção na empresa e antecipou que não conhece os termos da delação premiada entre Paulo Roberto Costa e autoridades que investigam o caso, por isso, não responderia a perguntas relativas a vazamento de informações ou notícias veiculadas pela mídia. "Desconheço esse esquema e qualquer esquema de propina", afirmou.

Seguro - Nestor Cerveró informou ainda que a defesa dele está sendo paga por seguro que cobre atos de gestão de conselheiros e da diretoria. Neste momento, Paulo Roberto Costa o interpelou esclarecendo que a Petrobras não está dando um centavo para ajudá-lo.

Os parlamentares fazem acareação para esclarecer divergências em depoimentos anteriores feitos pelos executivos. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, já disse à Polícia Federal (PF) que houve pagamento de propina para que a empresa adquirisse a refinaria de Pasadena. Cerveró nega qualquer irregularidade.

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