PM prende suspeitos de envolvimento na morte de policial torturado

Três pessoas foram detidas acusadas de estarem envolvidas no sequestro, tortura e morte do soldado da PM Ryan Procópio Guimarães em Bangu

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Dois homens foram presos e um adolescentes de 16 anos apreendido na madrugada desta terça-feira (2) na zona oeste do Rio.

De acordo com a Polícia Militar do BPVE (Batalhão de Policiamento em Vias Especiais), eles foram detidos com um fuzil em um Citroen Cross preto, supostamente roubado, por volta das 2h30, na estrada do Engenho, esquina com a avenida Brasil, altura de Santíssimo.

Os policiais afirmaram que os três são suspeitos de envolvimento no sequestro, tortura e morte do soldado da PM Ryan Procópio Guimarães, 23, há oito dias, em Bangu, na mesma região.

Eles disseram à reportagem que um dos presos estava com marcas de espancamento e com um tiro no pé. De acordo com os policiais, ele estava amarrado ao adolescente com uma corda --dentro do Citroen.

A polícia diz que chegou aos suspeitos após receber uma denúncia anônima de um homem que relatou que "os envolvidos na morte do soldado estariam amarrados" no Citroen. Os policiais disseram acreditar que traficantes de drogas da favela Vila Aliança, em Bangu, teriam capturado os suspeitos e feito a ligação anônima para evitar operações policiais na região já que na época o soldado teria sido levado para o interior da comunidade.

Guimarães trabalhava na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Kennedy, também em Bangu, zona oeste, e estava de folga no dia do crime. Ele foi encontrado morto --com sinais de tortura e marcas de tiros de fuzil e pistola-- dentro da mala de seu próprio carro, no mesmo bairro, no último dia 24.

O soldado era irmão do tenente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Islan Procópio, 25, e filho do sargento Procópio, um dos primeiros instrutores da tropa de elite da PM, já falecido.

O delegado assistente da Divisão de Homicídios do Rio, Fabio Cardoso, responsável pela investigação, começou a ouvir os suspeitos no início da tarde desta terça na 34ª DP (Bangu). Até o fim da manhã, Fábio Ramos Monteiro, conhecido como Bigodinho, 27, Alex Amaral dos Santos Teixeira, o Lequinho, e o adolescente não haviam confirmado participação no crime à Polícia Civil.

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