Vereadores entre a cruz e a espada na disputa da Presidência da Câmara

Pressão do Executivo de um lado e histórico negativo do favorito do outro são problemas para parlamentares

iG Minas Gerais | Do Aparte |

Alguns vereadores de Belo Horizonte se sentem entre a cruz e a espada na hora de escolher o futuro presidente da Câmara Municipal. Favorito para a disputa, Wellington Magalhães (PTN) conta com importante apoio de articuladores do Executivo, mas alguns colegas temem o desgaste da escolha, considerando o passado do vereador, que já chegou ter o mandato cassado em 2010. A avaliação de um dos parlamentares, no entanto, é que a derrota de Wellington é improvável. Segundo fonte ouvida pela coluna, há até mesmo movimentações mais ousadas para tentar fazer dele candidato único. No entanto, o acordo ainda está longe. Seus opositores prometem lutar até o fim. Juninho Paim (PT) é um dos mais animados. Orlei (PTdoB) é outro com chances. O presidente da Casa, Léo Burguês, avalia a hipótese de lançá-lo para que o partido mantenha o comando do Legislativo. Pode ceder se enxergar a derrota iminente. Burguês perdeu muita força política e é desprezado por colegas. Pesa a favor de Wellington a preferência do Executivo. Os articuladores do prefeito Marcio Lacerda têm pressionado os vereadores a escolherem o atual vice-presidente da Casa. E com o peso da caneta do orçamento na mão, o governo tem influência maior do que deveria sobre os caminhos escolhidos pelos parlamentares. Ainda assim, alguns resistem a seguir a decisão, afirmando que pegaria mal assumir o ônus de colocar o Legislativo sob o comando de Wellington, cassado em 2010 por distribuir sopa a pessoas carentes nas eleições de 2008. Como a votação é nominal, não é assim tão simples.