Deputado apresenta relatório com explicações do supervisor de futebol

Por causa da escalação do lateral, equipe alviverde perdeu seis pontos o STJD

iG Minas Gerais | ANTÔNIO ANDERSON |

Enciclopédia com a história dos 100 anos do Coelho, camisa comemorativa, além de museu com troféus e relíquias também será criado
RODRIGO CLEMENTE/ O TEMPO
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O deputado estadual e integrante do Conselho de Administração do América, Alencar da Silveira Júnior, divulgou no fim da noite dessa segunda-feira um relatório em que o superintendente de futebol do clube, Alexandre Faria, explica como foi que se deu o processo da contratação do lateral-esquerdo Eduardo, que acabou custando ao Coelho a perda de seis pontos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

No documento, que foi encaminhado ao conselheiros do América no dia 7 de outubro, Alexandre Faria destaca que a necessidade da contratação do jogador surgiu após críticas feitas pela comissão técnica ao atleta Gilson no que diz respeito a marcação. O superintendente lembrou que o clube contava com Carlos Renato, da base, mas a comissão avaliou que ele não tinha características de atual como lateral.

“Foi o técnico Moacir Júnior que sugeriu o nome do Eduardo, que havia trabalhado como ele no Paulista de Jundiaí. Conversamos com o São Bernardo, que detinha os direitos do jogador, e como ele estava sem receber salários na Portuguesa conseguimos a liberação”, afirmou Alexandre Faria, ressaltando que a transferência foi tratada pelo gerente de futebol Flávio Lopes.

“Na época do acertou eu estava finalizando os termos da venda do goleiro Matheus para o Braga, de Portugal, que ocorreu no dia 2 de julho. Eu participei da aprovação do salário do Eduardo, que foi estipulado em R$ 16 mil”, destacou Alexandre Faria no relatório. Segundo o dirigente, no dia 4 de agosto, o América teria sido avisado pelo São Bernardo que era o terceiro clube de Eduardo na temporada.

“Neste momento, avisamos ao Moacir Júnior e o Flávio Lopes que o Eduardo não poderia mais ser utilizado nos nossos jogos”, declarou Alexandre Faria, que destacou que houve uma falha coletiva do clube na hora de confirmar que Eduardo tinha condições de atuar com a camisa do América à luz do Regulamento Geral das Competições, que foi alterado este ano.

“A responsabilidade pela contratação é do departamento de futebol como o apoio dos departamentos técnico e jurídico. Na oportunidade que trouxemos o Eduardo, a análise foi feita apenas em relação ao Regulamento Específico da Série B. Os três departamentos entenderam que o lateral havia atuado seis vezes pela Portuguesa e, por este critério, poderia se transferir para outro clube”, afirmou Alexandre Faria.

O superintendente de futebol destaca no documento que, em sua opinião, a culpa é de uma estrutura que falhou. “Começou no funcionário responsável pelo registro, passou pelo departamento jurídico, pelo departamento de estatística, supervisor de futebol, gerente de futebol, superintendente e deságua na diretoria”, ressaltou o dirigente, que ainda destacou a estrutura reduzida devido à limitações financeiras.

“O baixo orçamento anual limita muito a qualidade técnica dos funcionários. Tal situação leva o clube a formar seus próprios profissionais ao invés de buscar no mercado aqueles com qualificações mais completas”. Alexandre Faria destacou que sabe do tamanho de suas responsabilidades e que nunca fugiu delas. O superintendente relatou que “seria muito cômodo apontar o dedo para alguém”, mas não é do seu caráter tal atitude.