Governo expande tratamento

Além da deficiência para mulheres, o número de vagas para crianças e adolescentes (306) também é pequeno, segundo especialistas

iG Minas Gerais |

A deficiência de vagas para mulheres diante da demanda por tratamento é um problema que vai na contramão da expansão de comunidades terapêuticas conveniadas nos últimos dois anos. Em 2012, havia cerca de 30 entidades cadastradas em Minas. Hoje, são 54 custeadas pela União e 94, pelo governo estadual.

“Ainda falta muito. A qualidade é um desafio constante. Mas hoje o Estado tem o maior número de projetos com comunidades terapêuticas do Brasil”, afirma o subsecretário de Políticas sobre Drogas de Minas, Cloves Benevides. Nas comunidades conveniadas, quem arca com o tratamento é o poder público. O Cartão Aliança, por exemplo, dado ao usuário por meio do programa estadual Aliança pela Vida, simboliza o pagamento mensal de R$ 1.500 para cada mulher e R$ 1.000 por homem. Apesar da expansão, há regiões ainda descobertas, como os vales do Mucuri e do Jequitinhonha. Além da deficiência para mulheres, o número de vagas para crianças e adolescentes (306) também é pequeno, segundo especialistas. Em Santa Luzia, na região metropolitana, a comunidade Missão Jericó está tentando conveniar uma unidade feminina. “A documentação está sendo feita, mas o processo é bem burocrático”, diz a coordenadora da casa, Janderléia Cristina dos Anjos. Sem o convênio, o tratamento custa R$ 724 por mês. Socorro. Quem estiver em busca de tratamento para dependência química pode ligar no 155 (SOS Drogas) ou procurar diretamente uma ONG parceira do governo ou unidade de atendimento (Cersam-ad, consultório de rua). A ONG Defesa Social tem um site para registrar pedidos de ajuda: www.defesasocial.org.

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