Para entender e melhorar

Pesquisa que revela hábitos culturais de belo-horizontinos será divulgada hoje em debate, no Teatro Oi Futuro

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Teatro. Para chefe da pesquisa, peças como“Romeu e Julieta”, do Galpão, contribuem para tradição cênica no Estado e para bom resultado
douglas magno 11-06-2012
Teatro. Para chefe da pesquisa, peças como“Romeu e Julieta”, do Galpão, contribuem para tradição cênica no Estado e para bom resultado

A recém-concluída pesquisa da empresa JLeiva Cultura & Esporte aponta que 31% da população de Belo Horizonte assistiu a uma peça de teatro em 2013; que sertanejo é o ritmo preferido, com 45% de preferência entre os moradores da capital; e que pessoas que acessam a internet todos os dias tendem a participar de mais atividades culturais do que aqueles menos frequentes.

Esses são alguns dos dados que serão discutidos na divulgação da pesquisa hoje, no Teatro Oi Futuro. “Sentíamos falta de indicares básicos sobre consumo cultural mostrando como as pessoas vivem e se relacionam com atividades culturais em suas cidades. São dados importantes para guiar gestores públicos e privados, produtores e os próprios artistas”, comenta o coordenador da pesquisa, João Leiva.

Com o intuito de tornar a pesquisa ainda mais relevante, a empresa de Leiva, por meio de leis de incentivo à cultura, conseguiu viabilizar as pesquisas em âmbitos municipais. “Em 2010, fizemos uma pesquisa em São Paulo, dividida entre capital e interior. Este, porém, é um critério muito vago, que efetivamente não ajuda”, diz.

Assim, a pesquisa dedicou-se a desvendar dados mais específicos. “Ao comparar os resultados entre as cidades, considerando as infraestruturas, é possível traçar medidas para estimular ou melhorar condições de consumo cultural”, diz.

Em Belo Horizonte, por exemplo, 31% das pessoas foram ao teatro em 2013, ao passo que em São Paulo, foram 30%. No quesito dança a diferença aumenta: 23% na capital mineira e 18% na capital paulista. “Os números representam a tradição da cidade nessas áreas e esse dados são um reflexo disso”, diz Leiva, ao citar a importância de grupos como Corpo e Galpão.

Eixos. Além de apontar a frequência, a pesquisa, cujo formulário contou com mais de 80 questões feitas a 653 belo-horizontinos com mais de 12 anos, investigou os obstáculos que levam os moradores a não frequentarem eventos culturais de qualquer espécie.

Com relação aos museus, 53% respondeu que não foram por falta de interesse, enquanto em São Paulo 38% deram a mesma justificativa. “Esses dados são pistas para reverter a situação que leva muitas pessoas a desistir”, comenta Leiva.

Também foram levantados dados sobre a relação das pessoas com a tecnologia. Neste caso, explorando a interação com bens eletrônicos, internet, redes sociais e acesso a canais pagos. “Esses são os meios que as pessoas têm acesso a informação hoje em dia e também aqueles que utilizam para ter acesso diretamente à cultura, como ver filmes ou acessar um museu por seu site. Em Belo Horizonte, por exemplo, 76% das pessoas têm acesso ao computador e 73% com acesso a internet. Esses são números que devem aumentar”, ressalta o coordenador.

Em comum, todas as cidades contempladas pela pesquisa – estão na lista também Rio de Janeiro, Salvador, Niterói, entre outras – apresentam o binômio renda e escolaridade como fatores que contribuem para o acesso à cultura. “Apesar de serem importantes, podemos afirmar que a escolaridade tem mais peso”, diz Leiva.

A integra da pesquisa está disponível no site www.jleiva.com.br

Agenda

O quê. Divulgação resultados de pesquisa sobre hábitos culturais de Belo Horizonte

Quando. Hoje, das 14h às 19h

Onde. Teatro Oi Futuro Klauss Vianna (avenida Afonso Pena, 4.001, Mangabeiras)

Quanto. Entrada franca

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