Chegou a hora da juventude

Com 36 anos de idade, Nepomuceno será o presidente mais jovem da história do Atlético

iG Minas Gerais | Fernando Almeida / Thiago Prata |

Transição. Kalil vai deixar o comando do Galo, após seis anos, para Nepomuceno dar prosseguimento ao trabalho
Bruno Cantini/Divulgação – 16.9.2014
Transição. Kalil vai deixar o comando do Galo, após seis anos, para Nepomuceno dar prosseguimento ao trabalho

“Ele está pronto; passará a ter o segundo cargo de Minas”. Alexandre Kalil sai de cena e deixa a presidência do Atlético nas mãos de Daniel Nepomuceno para a continuação do trabalho que levou o clube a conquistas inéditas. E o mantra criado pelo agora antigo cartola continuou sendo repetido nos últimos dias: seu sucessor foi bem moldado, está pronto para ser o presidente mais jovem a comandar o Galo.  

Nascido em Belo Horizonte, Daniel Nepomuceno está sob as asas de Alexandre Kalil como vice-presidente desde o primeiro mandato, iniciado em 2008. O novo presidente, que será aclamado pelo conselho na eleição da noite desta quarta, sobe ao cargo máximo do Galo sem nenhuma oposição interna evidente, além de estar amparado pela base de dirigentes que guiou e tentou segurar as rédeas de Kalil quando ele deixava seu lado de exaltado torcedor sobrepor o de presidente.

Nepomuceno terá como missão central manter o Atlético sempre na briga pelo topo, driblando os problemas financeiros e administrativos presentes em um grande clube.

“O primeiro desafio é manter o Levir, pois o time entrando 2015 com o técnico escolhido, o planejamento fica mais fácil”, destacou Emir Cadar, presidente do conselho do clube.

“Vivemos um sonho bom. Esperamos que, como o Daniel era o vice-presidente, ele possa continuar esse rumo de vitórias do Atlético”, completou o conselheiro atleticano.

Política. Militante do PSB desde os tempos de estudante, Nepomuceno é vereador em Belo Horizonte por esse partido, do qual hoje é vice-presidente municipal. Está em seu segundo mandato e ocupa atualmente o cargo de secretário municipal de Serviços Urbanos da prefeitura, depois de estar à frente na PBH da Coordenadoria de Defesa dos Direitos Humanos, em 2009, para logo após ser secretário adjunto de Estado de Defesa Social.

Daniel é visto no meio político como uma pessoa pragmática, mas com presença discreta na Câmara Municipal, sendo mais participativo nos casos de mais visibilidade midiática.

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