Ministro Paulo Bernardo diz que está 'na mira' da renovação

Perto de completar dez anos como ministro do governo do PT, Paulo Bernardo (Comunicações) disse que não tem nenhuma informação sobre as mudanças no governo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

ELZA FIÚZA/ABR - 14.8.2007
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Perto de completar dez anos como ministro do governo do PT, Paulo Bernardo (Comunicações) disse nesta segunda-feira (1º) que, seguindo a lógica da renovação proposta pela presidente Dilma Rousseff, ele certamente está "na mira".

Bernardo lembrou que em março completaria dez anos como ministro. Ele foi ministro do Planejamento nos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e hoje está à frente das Comunicações. O ministro participou nesta segunda (1º) da abertura de um seminário de telecomunicações, no Rio.

Ainda que tenha dito, em tom de brincadeira, que está "na mira" da renovação e "na linha de tiro" para possíveis mudanças, Bernardo ressaltou que não tem "a menor informação nesse sentido". "Acho natural e desejável que haja mudança e renovação, e aí não estou falando somente no Ministério das Comunicações. Eu sou ministro há quase dez anos", disse.

"Quando se fala em renovação, certamente eu estou na mira. Estou na linha de tiro. Tem que mudar essa velharia aí", disse ele, em tom de brincadeira.

Questionado se iria permanecer no governo, ainda que em outra posição, Bernardo desconversou, mas deixou escapar que "existe vida após o governo". "Espero permanecer no planeta terra. Não vou morrer em 31 de dezembro."

Bernardo fez uma crítica à iniciativa do ministro Aloízio Mercadante (Casa Civil), que pediu aos ministros que entregassem cartas de demissões à presidente Dilma Rousseff, colocando seus cargos à disposição. Bernardo disse que entregou sua carta, mas afirmou que foi uma atitude dispensável, já que a entrega ou não não mudaria o resultado final do que viesse a ser decidido pela presidente.

"O Mercadante me ligou e eu mandei [a carta], mas acho absolutamente dispensável. Não tenho nenhuma expectativa de que se eu não mandasse a carta, poderia ser que isso significasse uma decisão diferente [da presidente]", disse.

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