“Já fui preso com fuzil. Hoje não quero voltar pra Pedreira"

Rômulo Henrique da Silva, 21 monitor de comunidade terapêutica

iG Minas Gerais |

Eu morava na Pedreira, minha família toda mora lá. Comecei a vender droga quando era menor e a usar maconha, cocaína, crack. A gente mora ali e, se não caça um serviço, envolve no crime. Minha vida era no crime, não tinha medo de morrer. Vendia umas 300 pedras de crack por dia. Fui preso ainda menor, com fuzil. A polícia pegou, mas eu voltei a vender depois. Eu já tinha vindo para a comunidade (Missão Jericó) uma vez me tratar, mas fiquei três meses e voltei a usar. Dessa vez, estou há 11 meses e não quero mais voltar para a Pedreira. Não saí devendo ninguém, mas onde eu moro tem muita amizade que chama pra droga. Aqui eu tô bem, hoje sou monitor e pretendo ficar, constituir uma família, ter um emprego digno e ficar liberto. (sic)

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